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20/07/2006 - 17h27
Ator Stephen Fry revela seu sofrimento como maníaco depressivo

Londres, 20 jul (EFE).- O ator inglês Stephen Fry revela pela primeira vez em um documentário da "BBC2" seu sofrimento como maníaco depressivo, que lhe levou a tentar o suicídio, informou hoje a rede britânica.

No documentário, intitulado "A vida secreta do maníaco depressivo", Fry entrevista outras personalidades -como os atores americanos Richard Dreyfus e Carrie Fisher- que, como ele, padecem deste transtorno, que lhes leva a alternarem períodos de euforia e depressão.

O comediante, que completará 49 anos em agosto, soube que era maníaco depressivo quando foi a um hospital, após uma tentativa de suicídio.

"Há onze anos, no começo da manhã, desci do meu apartamento no centro de Londres, me dirigi à garagem, entrei no meu carro, e tentei me matar", relata no documentário.

"Fiquei ali sentado, com a chave no contato, acho que pelo menos umas duas horas. Foi uma tentativa de suicídio, não um grito por socorro", confessa.

Antes de chegar a esse ponto, em Fry havia chocado o mundo do teatro, ao abandonar o palco em plena apresentação da peça "Cell Mates", que havia recebido más críticas.

Imerso em um profundo estado depressivo e após descartar o suicídio, o comediante decidiu fugir.

"Guiei até a costa sul e tomei um barco para a Europa. Só sabia que não podia ficar em casa. Realmente achava que jamais voltaria à Inglaterra. Não podia nos olhos das pessoas que conheço", explica no programa televisivo.

Após uma semana, Fry voltou secretamente a seu país, onde foi a um hospital, e foi diagnosticado como "bipolar".

"Nunca havia ouvido essa palavra antes, mas pela primeira vez, aos 37 anos, tinha um diagnóstico que explicava os enormes altos e baixos que experimentei toda minha vida", diz.

"Não há dúvida que minhas mudanças de humor são maiores que as de qualquer pessoa que conheço", admite.

Nascido em Londres em 1957, de pai inglês e mãe austríaca de ascendência judia, Fry nunca escondeu ter vivido uma adolescência atormentada, por sua dificuldade em reconhecer seu homossexualismo.

"Seguramente, tudo começou ao sair do útero da minha mãe", ironiza em sua autobiografia. "Me virei para ela e disse para mim mesmo: 'É a última vez que entro aí'".

Segundo ele próprio confessou, foram necessários 16 anos para que aceitasse sua condição sexual. Atualmente, Fry vive com Daniel Cohen.

Fry é considerado no Reino Unido como o modelo do cavalheiro inglês tradicional: inteligente, educado e com um senso de humor impecável.

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