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27/07/2006 - 12h58
Câncer de pele é mais grave em pessoas morenas, diz estudo

Washington, 27 jul (EFE).- As pessoas de pele mais escura correm maior risco de morte por câncer de pele do que as de pele clara, apesar de inicialmente resistirem melhor à doença, segundo um estudo divulgado hoje pela Universidade de Cincinnati.

De certa forma, essa conclusão se contrapõe à crença generalizada de que as pessoas de pele escura têm maior imunidade a esse tipo de câncer.

Segundo Hugh Gloster, professor de dermatologia da Universidade de Cincinnati, as pessoas de pele escura - incluindo hispânicos, asiáticos e negros -, desenvolvem menos esse tipo de câncer do que os de pele clara.

No entanto, quando a doença aparece nas pessoas de pele escura, acaba sendo muito mais agressiva. Em média, o câncer também só é detectado nos últimos estágios da doença, gerando uma taxa de mortalidade muito mais alta entre os setores minoritários da população, disse Gloster.

O dermatologista apresentou as conclusões de seu estudo na reunião da Academia de Dermatologia americana, iniciada hoje em San Diego.

Segundo o Escritório do Censo dos Estados Unidos, metade da população do país será hispânica, negra e asiática em 2050.

"Existe a idéia de que as pessoas de pele morena não devem se preocupar com o câncer de pele, mas isso não é verdade", disse o especialista.

Segundo Gloster, as pessoas morenas também "têm câncer de pele e, devido a esta falsa percepção, a maioria dos casos só é diagnosticada em uma etapa avançada, quando o tratamento é difícil".

"Infelizmente, isso se traduz em uma taxa maior de mortalidade", acrescentou.

A pele de uma pessoa morena possui mais melanina - substância que bloqueia os raios ultravioleta - do que uma pessoa de pele clara.

Ao rever os casos clínicos reunidos durante os últimos 50 anos, em centros médicos da América do Norte, da Ásia e da África, os pesquisadores determinaram que a incidência de carcinomas basais e escamosos, assim como os melanomas, tinha aumentado entre 5% e 8%.

Entre os negros, os números se mantiveram constantes.

No entanto, embora menos pessoas de pele escura tenham desenvolvido câncer de pele, o número proporcional das que morreram devido à doença foi muito maior, disse Gloster.

Além disso, os cientistas descobriram que as possibilidades de os negros desenvolverem um carcinoma escamoso se multiplicavam 8,5 vezes quando afetavam regiões protegidas do sol, como as palmas das mãos, os dedos dos pés e as membranas mucosas.

Segundo os analistas, isso sugere que a radiação ultravioleta não seria um fator tão importante no desenvolvimento do câncer como se pensava até agora.

O carcinoma escamoso se manifesta nas camadas superiores da pele e é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, depois do melanoma, que é o mais agressivo.

Segundo Gloster, a melhor barreira contra a doença continua sendo a prevenção - que inclui a modificação do comportamento -, como o uso regular de protetor solar e a busca constante de alterações na pele, como o surgimento de manchas estranhas.

"É importante que os médicos insistam nesta mensagem, especialmente para as mulheres jovens", disse Gloster.

O dermatologista disse que, nos últimos anos, foi detectado um aumento no número de casos de câncer de pele em mulheres com menos de 30 anos. A maioria delas faz bronzeamento artificial ou não usa protetor solar.

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