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29/07/2006 - 12h29
Reino Unido fornece peças para Força Aérea israelense, diz jornal

Londres, 29 jul (EFE).- Empresas britânicas fornecem peças para os helicópteros de combate Apache e os caças F-15 e F-16 que o Exército israelense utiliza em suas incursões bélicas no Líbano e nos territórios ocupados, revelou hoje o jornal "The Guardian".

De acordo com a publicação, pelo menos oito companhias com sede no país, entre elas a Smiths Industries e a AugustaWestland, fornecem componentes usados pelas Forças Armadas de Israel, apesar de a lei britânica proibir a exportação de armas ou acessórios a países que possam "empregá-las agressivamente contra outros países" ou fomentar tensões regionais.

A americana Boeing, fabricante do Apache, confirmou ao "The Guardian" que as peças fabricadas no Reino Unido são utilizadas em todos os helicópteros, inclusive nos que o Governo israelense possui.

"Há seis mil peças no Apache que são fabricadas no mundo todo, e o Reino Unido é um dos principais colaboradores", disse ao jornal John Schibler, diretor do departamento de engenharia do Apache.

O "The Guardian" diz que o fornecimento de peças a Israel demonstra que há falhas no controle de exportação de armas no país, apesar de, nesta mesma semana, o ministro das Relações Exteriores, Kim Howells, ter afirmado que era "um dos mais rigorosos e transparentes do mundo".

A lei para o controle de armas em vigor no Reino Unido também proíbe a concessão de licenças de exportação para países onde foram estabelecidas "sérias violações dos direitos humanos" ou se houver "risco claro de que a exportação proposta possa ser usada para a repressão interna".

Segundo o jornal, está previsto que uma comissão parlamentar se pronuncie na próxima semana contra as exportações de armas ou peças a Israel, apesar das pressões de alguns deputados "para diminuir" o tom de condenação.

As ONGs para o controle de armas denunciaram que o Governo do Reino Unido faz poucos esforços para avaliar o destino final do armamento ou equipamento militar antes de outorgar as licenças.

A organização pró-direitos humanos Anistia Internacional (AI) pediu esta semana que seja imposto um embargo de armas imediato a Israel e à milícia xiita libanesa Hisbolá.

A revelação de que o país fornece atualmente componentes utilizados por Israel coincide com a polêmica iniciada com a informação de que dois aviões americanos carregados de mísseis para os sionistas fizeram escala em um aeroporto escocês no fim de semana passado.

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