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13/10/2006 - 09h48
Unicef pede que sanções a Pyongyang não prejudiquem crianças

Genebra, 13 out (EFE).- O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu hoje que as sanções que podem ser impostas à Coréia do Norte sejam elaboradas e implementadas de modo que não causem um impacto negativo para as crianças norte-coreanas e que se elabore um estudo prévio a respeito.

"Como membro da família da ONU, o Unicef reconhece que as sanções são um instrumento utilizado pela comunidade internacional para promover a paz e a segurança", disse hoje em Genebra o porta-voz da organização humanitária Michael Bociurkiw.

"Quaisquer que sejam as sanções, estas devem ser elaboradas e implementadas de forma que evitem as conseqüências negativas para as crianças", acrescentou Bociurkiw. Por isso, "deve ser elaborado previamente um estudo sobre o impacto que essas sanções poderiam ter nas crianças e depois se terá que realizar um acompanhamento constante".

O Conselho de Segurança da ONU pode impor em breve sanções à Coréia do Norte, se aprovar um projeto de resolução respaldado pelos Estados Unidos e que está conseguindo o apoio da maior parte dos membros do órgão executivo das Nações Unidas.

O Unicef assegura ter acesso a todas as áreas da Coréia do Norte, onde, "apesar dos avanços da última década, a proporção de má-nutrição crônica e baixo peso entre as crianças do país é muito alta", assegurou o porta-voz.

Igualmente, as reservas de alimentos "são uma preocupação", já que "ameaçam solapar uma década de progresso na batalha contra a desnutrição", disse Bociurkiw, que detalhou que a população também sofre escassez de remédios, livros, material escolar e gasóleo de calefação.

Na Coréia do Norte, segundo dados do Unicef, cerca de 20% das crianças com menos de dois anos têm diarréia devido à poluição da água e à falta de higiene.

Além disso, um terço das mães está desnutrida e anêmica, uma percentagem que não melhora desde 2002, enquanto a falta de serviço obstetrício de qualidade eleva a mortalidade materna após o parto a 110 mortes por cada 100 mil nascimentos.

"Qualquer interrupção em nossos programas de ajuda, assim como do resto das agências da ONU ali presentes, poderia comprometer as conquistas dos últimos dez anos", advertiu o porta-voz do Unicef, que conta com 10 funcionários e 21 colaboradores na Coréia do Norte.

"Em todo caso, os serviços rotineiros de imunização melhoraram notavelmente" e 90% das crianças com menos de um ano, "uma das taxas mais altas da região", estão vacinados contra tuberculose, pólio, sarampo e hepatite B, enquanto 80% estão imunizados contra o tétano e difteria, detalhou Bociurkiw.

Cerca de 2 milhões de crianças com menos de cinco anos também recebem suplementos de vitamina A e, em 2005, cerca de 3 mil com desnutrição severa contaram com atendimento de emergência, por isso o porta-voz insistiu em que "é necessário que estes avanços se mantenham".

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU também tem presença no país, assim como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que conta há anos com uma equipe de dez pessoas (cinco deles locais).

"Temos vários programas em andamento no país, embora o mais importante seja o relativo à vigilância da propagação de doenças contagiosas como a tuberculose, a malária e a gripe aviária", detalhou a porta-voz da OMS, Fadela Chaib.

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