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25/10/2006 - 15h29
Justiça argentina culpa Irã por ataque contra Amia em 1994

Buenos Aires, 25 out (EFE).- A Justiça argentina responsabilizou hoje o Irã pelo atentado terrorista que deixou 85 mortos e pelo menos 151 feridos ao destruir a sede da Associação Mutual Israelita (Amia) de Buenos Aires, em 18 de julho de 1994.

"Foi uma decisão tomada pelas mais altas autoridades do Governo do Irã", que "encomendaram a organização do atentado" ao grupo terrorista Hisbolá, afirmou o procurador Alberto Nisman, a cargo de uma unidade especial criada há dois anos para investigar o ataque.

O procurador afirmou que pediu ao juiz responsável pelo caso a captura internacional do ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani e de outros sete iranianos, entre eles dois ex-ministros e antigas autoridades do Hisbolá.

Também pediu a captura do ex-comandante da Guarda Revolucionária Mohsen Rezaei, do ex-chefe do Serviço de Segurança do Hisbolá Imad Fayez Moughnieh, do ex-líder das Forças Quds Ahmad Vahidi e de dois ex-funcionários da embaixada do Irã em Buenos Aires, Moshen Rabbani e Ahmad Reza Ashgari.

"Estas são as primeiras conclusões de um ano e meio de trabalho", que ocupa um expediente de 800 páginas entregue hoje ao juiz Rodolfo Canicoba, disse Nisman.

A decisão de cometer um atentado contra a associação foi tomada "em 14 de agosto de 1993 na cidade iraniana de Mashhad, dentro de uma reunião do Comitê de Assuntos Especiais, integrado pelas mais altas autoridades políticas e religiosas do regime", acrescentou.

O ditame considerou provado que o Irã utilizou a mesma "matriz terrorista" que em outros ataques cometidos na Europa, e que a embaixada do Irã em Buenos Aires se tornou uma "estação de inteligência que preparou" o terreno para o atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita (Amia).

O procurador disse que o próximo passo de sua investigação é determinar se "células terroristas do Hisbolá" que atuaram naqueles anos na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai participaram do atentado contra a Amia.

O ataque contra a organização judaica foi o segundo cometido contra alvos judeus na Argentina, onde em 1992 a explosão de um carro-bomba em frente à sede da embaixada de Israel em Buenos Aires deixou 29 mortos e mais de cem feridos.

A Corte Suprema de Justiça deverá rever a decisão judicial que há dois anos absolveu por falta de provas 22 argentinos, entre eles vários ex-policiais, acusados de cumplicidade no atentado contra a Amia, depois de quase três anos de julgamento oral e público.

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