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13/12/2006 - 14h36
Vitória do Hamas nas urnas leva a bloqueio econômico aos palestinos

Por José Vericat Gaza/Jerusalém, 13 dez (EFE).- A chegada do movimento islâmico Hamas ao Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) agravou o conflito com Israel e provocou um boicote internacional que mergulhou os territórios palestinos em uma das piores crises de sua história.

A presença do Hamas no comando da ANP representa uma radicalização dos organismos oficiais palestinos em relação a Israel.

O movimento islâmico mantém o princípio ao que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) teve que renunciar antes de começar negociar a paz com Israel: a negativa a reconhecer o direito do Estado judeu de existir.

A OLP, na qual a principal facção é o Fatah, manteve essa postura por motivos nacionalistas, mas o Hamas o faz principalmente por motivações religiosas, pois considera patrimônio islâmico toda a Palestina histórica, parte da qual é coberta pelo atual território israelense.

O Hamas é considerado uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Européia (UE) devido às dezenas de atentados suicidas contra a população civil israelense que já cometeu.

Israel, Estados Unidos, UE e ONU, entre outros, se negam a conversar com o Hamas se o movimento radical islâmico não renunciar à violência e reconhecer tanto a existência do Estado judeu como os acordos já firmados entre este e os palestinos.

A ANP sofre desde a posse do Governo do Hamas, em março, um boicote econômico promovido principalmente pela UE e os Estados Unidos. A medida mergulhou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza em uma grave crise financeira que ameaça provocar o colapso da sociedade palestina.

Até agora, o movimento radical islâmico foi incapaz de encontrar uma fonte de receita que lhe permita reunir mensalmente os ? 100 milhões necessários para pagar os salários dos 165.000 funcionários públicos da ANP.

Enquanto isso, o Hamas e o Fatah - partido liderado pelo presidente da ANP, o moderado Mahmoud Abbas, e que perdeu o poder nas eleições de janeiro - parecem ter fracassado definitivamente na tentativa de chegar a um acordo para formar um Governo de união nacional visando a superar o bloqueio internacional.

A idéia é chegar a uma formula para aproveitar a legitimidade internacional do Fatah sem obrigar necessariamente o Hamas a ceder em sua rejeição às exigências impostas por Israel, EUA, UE e ONU.

Diante da atual estagnação, Abbas, na condição de presidente da Autoridade Nacional Palestina, avalia a possibilidade de dissolver o Governo do Hamas, por incompetência, e promover eleições antecipadas.

A medida seria vista com bons olhos pela comunidade internacional, mas poderia levar a fortes confrontos armados entre milicianos do Hamas e do Fatah, e não necessariamente garantiria a vitória dos moderados nas urnas.

A frustração aumentou tanto nos últimos meses na Faixa de Gaza que muitos já expressaram seu temor de que a situação derive em uma guerra civil palestina, algo que há alguns anos era considerado impossível.

Enquanto isso, o Hamas mantém o apoio de uma considerável parte da população palestina graças a medidas como a captura do soldado israelense Gilad Shalit, em 25 de junho, com a participação de milicianos do grupo.

O seqüestro de Shalit provocou o fechamento da passagem de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, e ataques israelenses nos quais morreram centenas de palestinos, mas pode acabar com a libertação de centenas de presos palestinos.

A viagem do primeiro-ministro da ANP, Ismail Haniyeh, do Hamas, a vários países árabes e ao Irã também representou uma demonstração de influência que fortaleceu o movimento islâmico nos territórios palestinos.

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