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28/12/2006 - 13h16
Série de ataques contra ônibus e policiais mata ao menos 18 pessoas no Rio

(Atualiza número de mortos e feridos com primeiro balanço oficial) Rio de Janeiro, 28 dez (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram na madrugada de hoje e outras 22 ficaram feridas em uma série de ataques coordenados contra ônibus e postos de Polícia no Rio de Janeiro, numa ação atribuída pelas fontes oficiais a facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas.

No ataque mais grave, pelo menos seis passageiros de um ônibus morreram carbonizados, depois que um grupo de homens armados ateou fogo no veículo, segundo os bombeiros.

Os bandidos interceptaram o ônibus interestadual na Avenida Brasil, uma das principais vias do Rio, e, após assaltarem os passageiros, incendiaram o ônibus.

Ao menos oito postos da Polícia foram baleados e atacados com granadas em diferentes bairros da cidade. Dois policiais, dois civis e dois criminosos morreram na ação.

Segundo o último balanço oficial da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, entre os feridos estão 8 policiais e 14 cidadãos comuns, dos quais a maioria eram passageiros que estavam no ônibus incendiado.

Do total de mortos, dois eram policiais, sete eram cidadãos comuns, e nove eram criminosos.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Segurança, foram apreendidas uma granada, dois fuzis e duas pistolas. Já são sete ônibus atacados em todo o estado até o momento.

Três pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento nos ataques. Segundo a polícia, eles teriam sido identificados por testemunhas e não souberam explicar as queimaduras que tinham nas mãos.

Em entrevista coletiva, o atual secretário de Segurança Pública, Roberto Precioso, informou que a ofensiva criminosa foi uma reação dos traficantes às últimas ações da Polícia contra o tráfico de drogas e pela possibilidade da adoção de um regime disciplinar mais severo nas prisões, com a mudança da cúpula de segurança do estado após as últimas eleições.

"A reação é contra o estado, que combateu a criminalidade de forma efetiva. Os grupos criminosos estão sofrendo prejuízos financeiros e estão reagindo", afirmou.

"O motivo dos ataques também seriam as mudanças no sistema penitenciário. Eles estão fazendo pressão para negociar com o Governo concessões e privilégios. O temor deles é que seja adotado um regime disciplinar mais duro", disse Precioso.

Segundo o secretário, os ataques foram ordenados das penitenciárias pelos chefes das facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas, e as autoridades já sabiam que havia a possibilidade que algo grave aconteceria.

Roberto Precioso afirmou que os ataques só não tiveram conseqüências mais graves porque "a polícia estava preparada e reagiu, caso contrário o resultado teria sido pior".

O secretário de segurança descartou todas as versões, inclusive as de fontes oficiais que afirmavam que os ataques seriam uma reação das facções criminosas à expansão de milícias supostamente integradas por policiais, e que já teriam dominado cerca de 80 favelas da cidade.

Junto às ações criminosas, os bandidos lançaram bilhetes com ataques à governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, e seu marido, o ex-governador Anthony Garotinho, nos quais acusam o casal de incentivar a criação das milícias.

Nos ataques às cabines e delegacias de Polícia, pelo menos dois agentes da Polícia Militar morreram, além de uma vendedora ambulante, que trabalhava perto de um posto policial no bairro de Botafogo, e um homem ainda não identificado.

A Polícia também informou que dois homens atacaram um posto policial em Mesquita foram mortos por agentes ao tentarem fugir em uma moto roubada. Com eles, foram encontradas uma granada e uma pistola, segundo a nota oficial.

Também foram atacados postos e delegacias de Polícia no Alto da Boa Vista, na Zona Norte da cidade; Bangu e Barra de Tijuca, na Zona Oeste; no Centro e na Baixada Fluminense.

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