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28/02/2007 - 10h18
A conta de luz de Al Gore, uma verdade inconveniente?

Tereza Bouza
Em Washington (EUA)

Al Gore, o líder ambientalista mais
famoso dos Estados Unidos, vive de acordo com seus princípios?
Segundo seus porta-vozes, sim, mas para um centro de estudos do
Tennessee, não.

Os diretores da instituição dizem que, apesar de "ir de verde"
pela vida, o ex-vice-presidente consome 20 vezes mais energia que
uma família média.

A polêmica sobre a coerência de Gore chega apenas alguns dias
após o candidato à Casa Branca nas eleições de 2000 ter recebido um
Oscar por seu documentário "Uma Verdade Inconveniente", no qual
alerta sobre as nefastas conseqüências do aquecimento global e
convoca seus compatriotas a reduzirem o consumo de energia.

"Não parece que ele esteja aplicando sua própria receita", disse
Trent Seibert, porta-voz do Tennessee Center for Policy Research, um
centro de estudos que divulgou as faturas elétricas do
ex-vice-presidente dos EUA.

O relatório ganhou projeção nacional no final da última segunda,
após aparecer no famoso site de notícias "Drudge Report", que
revelou o escândalo da estagiária Monica Lewinsky com Bill Clinton.

Os dados, que não foram desmentidos por Gore, mostram que o
diretor de "Uma Verdade Inconveniente" gastou cerca de US$ 30 mil em
eletricidade no ano passado em sua residência de Nashville
(Tennessee), uma mansão com 20 quartos, oito banheiros e uma casa
anexa para convidados.

Kalee Kreider, porta-voz da família Gore, disse à rede "ABC" que
cada família tem diferentes necessidades energéticas.

Nesta linha, não falta quem diga que com uma casa de 930 metros
quadrados, muito superior ao tamanho da residência média, não é de
se estranhar que os Gore consumam mais que a média.

Kreider afirmou que os Gore estão instalando painéis solares em
sua mansão de Nashville, o que lhes ajudará a reduzir seu consumo
energético.

Estes esforços não impressionaram Drew Johnson, presidente do
Tennessee Center for Policy Research, que afirmou à "ABC" que
"aprecia" a idéia dos painéis solares, mas que lembrou que os Gore
também têm lanternas de gás em seu jardim, uma piscina aquecida e um
portão elétrico.

"Embora agradeça que tenha trocado algumas lâmpadas (o certo é
que Gore) não tem o estilo de vida que defende", disse Johnson, que
destaca, em entrevista publicada hoje pelo jornal local
"Tennessean", que o ex-senador democrata gasta tanta energia em um
mês quanto uma família média dos EUA em um ano.

Apesar das críticas, o periódico do Tennessee afirma que Gore é
um dos fundadores da Generation Investment Management, uma empresa
que investe em projetos solares e eólicos que reduzem o consumo de
energia ao redor do mundo.

O centro do Tennessee assegurou não ter nenhuma intenção velada,
afirmação contestada por alguns observadores que vêem o relatório
como um esforço para desprestigiar Gore.

Os que defendem esta teoria mencionam, por exemplo, a
investigação realizada este mês pela emissora "Fox" na qual se
questionava o uso, e abuso, de aviões particulares por Gore em 2000.

De qualquer forma, o ex-vice-presidente tem uma longa trajetória
ecológica de mais de duas décadas, nas quais foi uma das primeiras
vozes a alertar contra o aquecimento global e que se atreveu a
defender causas perdidas nos EUA, como a adesão deste país ao
Protocolo de Kyoto.

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