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08/03/2007 - 09h10
ONU alerta que discriminação sexual na China pode ter conseqüências futuras

Pequim, 8 mar (EFE).- O coordenador da ONU na China, Khalid Malik, alertou hoje que a discriminação sexual no país - onde nascem 118 meninos para cada 100 meninas - é um dos grandes obstáculos para se alcançar a igualdade de gêneros.

A discriminação reflete a "atitude social" dos chineses e "pode ter sérias conseqüências para o futuro do país", acrescentou.

Em uma mesa-redonda organizada em virtude do Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, vários analistas e representantes de ONGs debateram a discriminação da mulher na China, sob um ponto de vista legal, social, trabalhista e cultural.

Muitos ressaltaram as dificuldades para a aplicação da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (Cedaw, sigla em inglês) no país.

A Cedaw, adotada pelas Nações Unidas em 1979, é o único acordo internacional sobre os direitos femininos, tendo sido ratificado por 185 países, incluindo a China.

Entre as dificuldades está a falta de dados concretos para a elaboração de uma análise sobre a situação da mulher no país, já que nas estatísticas chinesas não se costuma fazer a divisão por gêneros, disse Zou Xiaoqiao, da Federação de Mulheres de Toda a China e membro da Cedaw.

Para Li Mingshun, professor de Direito na Universidade de Mulheres da China, uma das bases da discriminação está na legislação, que não apresenta uma definição concreta do problema e reflete a falta de consciência na sociedade.

Entre os projetos que a ONU realiza na China por meio de suas agências há iniciativas para o combate ao tráfico de mulheres; pela prevenção e cuidados contra a Aids; por um sistema legislativo que promova a igualdade sexual; campanhas contra a violência doméstica; e a análise detalhada das estatísticas.

Além disso, o grupo de trabalho da ONU para a igualdade de gêneros no país lançará uma campanha nacional de conscientização juntamente com a Federação de Mulheres de Toda a China, que informará à população sobre a Cedaw, e que pretende ajudar o Governo a cumprir os requisitos estabelecidos pelo tratado.

A discriminação feminina é uma realidade sentida em muitos âmbitos do cotidiano chinês, como na preferência pelo filho homem, no fato de que muitas meninas nas zonas rurais trabalham para pagar as taxas escolares de seus irmãos, e nos freqüentes casos de violência doméstica.

A imagem da família ideal chinesa ainda continua sendo a do homem trabalhador e da mulher dona de casa. As mulheres chinesas são freqüentemente perguntadas em entrevistas de emprego "se não se sentem culpadas por não estarem cuidando devidamente dos filhos", afirmou a representante de uma ONG no encontro.

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