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15/03/2007 - 10h22
Aumento de bumbum vira moda nos Estados Unidos

Alejandra Villasmil
Nova York, 15 mar (EFE).- Ter um bumbum empinado deixou de ser um
sonho impossível para inúmeras mulheres americanas que podem, agora,
recorrer à aplicação da própria gordura nas nádegas para atingir de
uma vez por todas o corpo desejado.

Não é à toa que as intervenções são chamadas "preenchimento de
nádegas brasileiro". Os bumbuns das latinas e afro-americanas são
particularmente populares em Nova York.

Mas o sonho atual das americanas é mesmo conseguir bumbuns
parecidos com o da cantora porto-riquenha Jennifer López, firme e
grande; da atriz Cameron Diaz sem a prática do surf ou da colombiana
Shakira.

Segundo o último relatório anual da Associação Americana de
Cirurgiões Plásticos (ASPS), os hispânicos constituem a comunidade
americana que mais se submete a operações de cirurgia estética,
totalizando cerca de 921 mil intervenções em 2005.

O aumento é atribuído à maior informação disponível sobre os
benefícios da cirurgia, à aceitação da especialidade e ao crescente
poder aquisitivo desse grupo, mas também, em grande parte, à
influência dos meios de comunicação.

"A cirurgia está na moda e os pacientes lêem sobre o assunto em
suas publicações favoritas, além de vê-lo regularmente pela
televisão", indica Bruce Cunningham, presidente da ASPS.

Na clínica do cirurgião plástico nova-iorquino Brad Jacobs, as
mulheres que querem modificar o bumbum tomam como referência o guia
"Star Butts", na qual podem selecionar os preferidos de estrelas
como Paris Hilton, Eva Longoria e Jessica Simpson.

Para as latinas e afro-americanas, ter as curvas de celebridades
como Jennifer López ou Beyoncé Knowles é uma questão estética, mas
também "de direito".

"As afro-americanas e latinas têm uma necessidade étnica de ter o
traseiro grande", destaca o cirurgião plástico George Lefkovits, que
realiza o "Preenchimento de nádegas brasileiro" há cinco anos em sua
clínica em Manhattan.

Em geral, as latinas e afro-americanas se envergonham mais de ter
nádegas pequenas do que de seios pequenos. Para contornar o
complexo, muitas mulheres recorrem a um cirurgião plástico para
garantir o corpo que a genética negou.

A fixação com o bumbum parece ter ganhado mais força com a
chegada do século XXI. Na realidade, entre a comunidade de
cirurgiões plásticos há um ditado que diz: "Jennifer López fez pelo
bumbum o que Pamela Anderson fez pela parte dianteira da mulher".

Se o aumento dos seios com silicone esteve em moda nos anos 80 e
a lipoaspiração nas pernas e no abdômen nos 90, o momento agora é do
"derrière", usando um termo francês.

As operações para aumentar o bumbum cresceram cerca de 283% de
2000 a 2005, quando foi realizado um total de 542, segundo a ASPS.

O procedimento, que pode custar entre US$ 10 mil e US$ 15 mil,
dependendo da clínica, consiste em extrair gordura (lipoaspiração)
de outras partes do corpo, como os quadris, a cintura, o abdômen ou
as pernas, e injetá-la nas nádegas.

A operação leva cerca de quatro horas e a recuperação é bastante
rápida, já que a pessoa pode até se sentar no dia seguinte.

O procedimento de aplicação de gordura representa um avanço no
campo da cirurgia estética se comparada à cirurgia de implantes de
silicone, que só é recomendada em pacientes muito magras que não
possuem suficiente gordura extra no corpo.

"O preenchimento de nádegas brasileiro tem menores riscos de
infecção do que os implantes de silicone e, além disso, resulta em
bumbuns mais naturais, sensuais e suaves ao tato", diz o doutor
Ricardo Rodríguez, cuja clínica é em Baltimore, Maryland.

Aos pacientes o médico sempre lembra que "o traseiro perfeito não
é necessariamente grande, mas de forma bonita, seja em forma de
pêra, pêssego ou coração".

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