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20/03/2007 - 08h42
Escolas britânicas poderão proibir o uso de véus que cubram o rosto

Londres, 20 mar (EFE).- As escolas britânicas poderão proibir que
as alunas usem véus que cubram o rosto por motivos de segurança e de
aprendizagem, segundo novos guias sobre os uniformes escolares que
serão lançados pelo Governo.

As novas diretrizes do Ministério da Educação não ordenam nem
recomendam que as escolas proíbam o véu, mas afirmam que estas
poderão fazê-lo caso considerem conveniente ou após as consultas ao
guia, afirmou hoje um porta-voz da pasta.

Os guias, que serão divulgados em breve pelo Governo, respondem
ao caso de uma menina de 12 anos que no mês passado não conseguiu
que o Alto Tribunal de Londres revertesse a decisão de seu colégio
de proibi-la a usar o "niqab", o véu islâmico que cobre todo o
rosto.

O Ministério da Educação prometeu divulgar os guias após o caso
desse colégio situado no condado de Buckinghamshire, no sudeste do
país, cujo nome, assim como o da aluna, não foi divulgado por razões
legais.

Até agora, os diretores de escolas estão autorizados a
estabelecer a política do colégio sobre o uniforme escolar.

O ministério considera que os colégios deveriam fazer um esforço
para aceitar roupas que correspondam à religião dos alunos, mas
especifica a importância de que a vestimenta não represente um
obstáculo ao ensino, de modo que professores e alunos possam manter
contato visual.

O colégio de Buckinghamshire argumentou que o véu dificultava a
comunicação entre a aluna e os professores, sendo, portanto, um
obstáculo à aprendizagem. Os professores devem saber se o aluno
mostra entusiasmo e presta atenção, mas o véu impedia a comunicação,
segundo a escola.

"Se o rosto de um aluno é oculto por qualquer razão, o professor
não pode avaliar sua aprendizagem e fazer com que ele participe de
discussões e atividades práticas", afirma o Ministério da Educação
no guia.

A diretora do colégio de Buckinghamshire, que também não teve o
nome divulgado por motivos legais, disse à rede de televisão "BBC"
que seria muito útil contar com diretrizes do ministério sobre os
uniformes.

"Não é correto que as escolas tenham que debater caso por caso",
acrescentou a diretora, que não se arrepende de ter defendido a
decisão do colégio nos tribunais.

"Para nós, é uma questão de princípios. Não deveria haver
obstáculos para a comunicação entre alunos e professores", disse.

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