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25/03/2007 - 02h28
Terremoto de 6,9 graus no centro do Japão deixa um morto e cem feridos

Tóquio, 25 mar (EFE).- Pelo menos uma mulher morreu hoje e outras cem pessoas ficaram feridas no terremoto de 6,9 graus na escala Richter que atingiu o litoral oeste da província de Ishikawa, no centro do Japão, e paralisou parcialmente o transporte público.

O Serviço Meteorológico japonês informou inicialmente que o terremoto tinha sido de 7,1 graus, mas depois rebaixou a 6,9.

O forte terremoto ocorreu às 9h42 (21h42 em Brasília), a 50 quilômetros de profundidade no Mar do Japão, perto de Hokuriku, na ilha de Honshu, a principal do país, e cerca de 300 quilômetros a noroeste de Tóquio. O tremor foi sentido com intensidade em grande parte de Ishikawa.

O epicentro se situou 40 quilômetros a oeste do litoral de Wajima, perto da península de Noto, e foi acompanhado por pequenas réplicas que quase não foram percebidas.

Na província de Ishikawa houve deslizamentos de terra, alguns edifícios caíram, o transporte ferroviário foi paralisado, e o aeroporto de Noto, fechado. Também ocorreram blecautes de energia em várias áreas, segundo a agência local "Kyodo".

O Serviço Meteorológico japonês emitiu imediatamente um alerta de tsunami para parte do litoral oeste japonês, mas o retirou menos de duas horas depois após constatar que somente ondas de 20 centímetros chegaram a Noto e Kaga.

Segundo a agência "Kyodo", o movimento telúrico deixou pelo menos 70 feridos, nenhum em estado grave, nas províncias de Ishikawa e Toyama.

Uma mulher de 52 anos foi atingida por uma estrutura de pedra de seu jardim e deu entrada no hospital de Wajima (Ishikawa) em estado grave, mas morreu pouco depois.

A televisão mostrou muitos edifícios tremendo. Há informações de que quinze deles desabaram na localidade de Wajima, junto a pequenas estruturas.

Como o Japão é um país propenso a terremotos, está em vigor uma rígida norma para a construção dos edifícios que costuma evitar danos graves quando ocorrem sismos moderados ou fortes.

O terremoto de hoje teve uma magnitude de 6 graus na escala japonesa fechada, de sete, que se concentra nas áreas mais atingidas, além da intensidade, segundo o Serviço Meteorológico.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ordenou a formação de um comitê de emergência para avaliar os danos, enquanto equipes de bombeiros, Polícia e Forças de Autodefesa preparam os trabalhos de resgate na área atingida.

A companhia ferroviária West Japan Railway cancelou o serviço de trem nas províncias de Ishikawa e Toyama, enquanto a companhia aérea All Nippon Airways suspendeu os vôos entre Tóquio e o aeroporto de Noto, já que ocorreram fendas na pista.

Além disso, ocorreram blecautes em várias áreas de Nanao e Shika (Ishikawa). No entanto, as usinas nucleares de Tokyo Electric Power e Kansai Electric Power nas províncias de Niigata e Fukui operam com normalidade.

O Japão se encontra em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo, e os terremotos de grande intensidade são relativamente freqüentes.

Este foi o terremoto mais grave ocorrido no arquipélago desde março de 2003, quando outro tremor de 7 graus na escala Richter atingiu as províncias de Fukuoka, Saga e Nagasaki, na ilha de Kyushu (sudoeste), e deixou um morto e centenas de feridos.

Em outubro de 2004, um forte terremoto registrado na província de Niigata (norte) matou 46 e feriu outros 3.000.

O terremoto mais grave ocorrido no Japão nos últimos anos ocorreu em Kobe (oeste), em 17 de janeiro de 1995, com uma magnitude de 7,3 graus na escala Richter. O tremor causou mais de seis mil mortes.

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