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03/04/2007 - 20h51
ONU prevê 17 milhões de mortes de câncer por ano em 2030

Nações Unidas, 3 abr (EFE).- A ONU informou hoje que os casos de câncer devem aumentar nos próximos anos, além de prever que em 2030 o número de pessoas que morrerão por causa da doença chegará a 17 milhões por ano.

A previsão foi baseada em um estudo realizado por especialistas e cientistas da Agência Internacional para a pesquisa sobre o Câncer (IARC, sigla em inglês), uma entidade associada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em 2030, segundo o estudo, o cálculo é de que 27 milhões novos casos de câncer sejam diagnosticados no mundo todo. As estatísticas mostram que 75 milhões de pessoas viverão com a doença, e a cada ano 17 milhões morrerão.

Os dados contrastam com os números de 2000, que previam que a cada ano haveria quase 11 milhões de novos casos de câncer, sendo que 25 milhões pessoas viveriam com a doença e 7 milhões morreriam.

"Uma alta proporção dos casos de câncer pode ser prevista com o tratamento adequado. Por isto, o objetivo de nosso estudo é criar conscientização sobre este problema e a necessidade da comunidade internacional de atuar para que haja acesso a tratamentos e vacinas preventivas", afirmou Peter Boyle, diretor da IARC.

Na opinião de Boyle, o aumento dos casos de câncer no mundo todo não pode ser chamado de crise, mas afirmou que está determinado pelo contínuo crescimento da população e por uma maior longevidade.

"Outras mudanças relativas aos últimos anos é que enquanto o câncer era uma doença que afetava os países de altos recursos, agora a situação mudou, e afeta majoritariamente os países de renda média e baixa", declarou.

À parte do crescimento e envelhecimento da população, os especialistas da IARC consideram que a propagação do câncer nos países em desenvolvimento se deve à exportação de fatores de risco, como o consumo de tabaco.

Segundo o dossiê, as mortes por câncer são mais altas do que as provocadas por tuberculose, malária e AIDS juntas. O documento também revelou que a manifestação da doença em países ricos e pobres é diferente.

Nas nações industrializadas, por exemplo, prevalece o câncer de pulmão, mama, próstata e de colón. Já nos países de renda média e baixa predomina o câncer de estômago, fígado e útero, além do aumento progressivo do de mama.

"Atualmente, o câncer de mama é a primeira ou a segunda causa de morte em todas as regiões do mundo", declarou Boyle.

O estudo também indicou que os modelos estão mudando rapidamente, com um aumento dos casos de câncer de pulmão e de colón em partes do mundo onde não eram comuns.

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