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06/04/2007 - 17h16
Acusados de participação em grupo terrorista espanhol são condenados em Paris

Paris, 6 abr (EFE).- O Tribunal Correcional de Paris condenou hoje a 40 e a 18 meses de prisão, respectivamente, os supostos ex-membros do Grupo de Resistência Antifascista Primeiro de Outubro (GRAPO), organização terrorista espanhola, José Antonio Ramón Teijelo e Manuela Ontanilla Galán, com 20 meses isentos de cumprimento para o primeiro e 12 para a segunda.

Presidida pela juíza Anne-Marie Beauguion, a corte proibiu, ainda, de forma definitiva, a estadia dos dois na França, onde vivem há mais de 20 anos.

A condenação é inferior à requisitada pela Promotoria, que tinha reivindicado penas de quatro e dois anos de prisão, respectivamente, para Ramón e Ontanilla, a metade sem cumprimento.

As penas supõem, na prática, que Ramón já pode ser extraditado à Espanha, onde tem um processo pendente por tentativa de atentado a uma emissora da cadeia "Cope", e que Ontanilla poderá ser expulsa da França, já que as penas equivalem à prisão preventiva que cumpriram ao serem detidos em outubro de 2005, nos arredores de Paris.

Ramón, de 60 anos, e Ontanilla, de 56, têm dez dias para apelar da sentença, o que deixaria em suspenso sua aplicação.

Ontanilla, que não tem causas pendentes na Espanha e que trabalha na França como empregada doméstica, disse à agência Efe que nos próximos dias vai pesar os prós e contras de fazer a apelação.

Para ela, a sentença foi "escandalosa" e "decidida de antemão", pois o tribunal a emitiu depois de deliberar durante quase meia hora apenas.

Ramón e Ontanilla foram julgados na quarta-feira junto a dois membros do (novo) Partido Comunista Italiano, Giuseppe Maj e Giuseppe Czeppel, assim como de um simpatizante da formação política, Angelo D'Arcangeli.

O tribunal considerou os cinco culpados de formação de quadrilha e de posse e falsificação de documentos falsos.

Contra Maj (67), Czeppel (46), e D'Ancangeli (23), que foram julgados à revelia, o tribunal confirmou as penas pedidas na quinta-feira pelo promotor Patrick Laberche, de cinco anos de prisão, dois dos quais isentos de cumprimento.

Maj e Czeppel foram detidos em junho de 2003 em Paris, e Arcangeli, em julho de 2005, três meses antes de Ramón e Ontanilla.

Maj, Czeppel, Ramón e Ontanilla integravam "uma célula" que se dedicava à "confecção em massa de documentos falsos", segundo o promotor, enquanto D'Ancargeli exercia tarefas de "mensageiro".

O advogado de Ramón e Ontanilla, Ambroise Colombani, afirmou que seus clientes apenas colaboraram com os italianos, em uma relação entre membros de formações políticas afins.

Colombani insistiu em que foram expulsos oficialmente do Partido Comunista da Espanha em 2000, mas que saíram de fato muito antes, devido à sua rejeição à luta armada, e, ainda, que Ramón fez parte do GRAPO por apenas três meses.

Ramón Teijelo, "Infante", "Ángel" ou "Gordo" - alguns de seus codinomes -, é considerado pelas autoridades espanholas um membro histórico do GRAPO e principal responsável pelos atos do grupo desde o final de 1995 até junho de 1998, quando foi substituído por Fernando Silva Sande.

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