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22/05/2007 - 09h43
Índia: Governo de Singh completa 3 anos sem superar inflação e desigualdades

Nova Délhi, 22 mai (EFE).- O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, que hoje completou três anos à frente do Governo, reconheceu que o brilhante crescimento econômico do país não conseguiu frear a inflação nem reduzir os desequilíbrios sociais.

O chefe do Governo fez um balanço do seu mandato e reconheceu que às conquistas - a maioria vinculada a dados macroeconômicos - se somam grandes desafios sociais.

Singh destacou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), com um ritmo médio de 8,6%, um dado usado pelo Governo para mostrar a Índia como uma potência emergente capaz de resistir ao poderio chinês.

No entanto, o crescimento do PIB veio acompanhado por uma inflação de 5,7% (2006-2007), acima das previsões do Governo, que nas estimativas mais pessimistas apontava entre 5% e 5,5%.

Singh reconheceu que um dos desafios de seu Governo é o controle dos preços, algo com que os analistas concordam.

Os especialistas apontam o descontentamento gerado pela inflação como motivo pelo qual o governante Partido do Congresso sofreu derrotas nas eleições regionais e locais.

"Tivemos que enfrentar a grande demanda de muitos produtos, e isso provocou uma inflação que causou preocupações, particularmente no caso de alguns produtos básicos", afirmou Singh em um relatório à nação para comentar os três anos no poder.

O chefe do Governo também reconheceu que o aumento do PIB não serviu para atenuar os abismais desequilíbrios sociais da Índia, um país onde mais de um quarto dos 1,1 bilhão de habitantes vive abaixo da linha da pobreza, segundo os últimos dados oficiais.

Singh, que recentemente afirmou estar "perplexo" com as diferenças no desenvolvimento das regiões, ressaltou que é imprescindível que o crescimento seja "socialmente inclusivo".

Para isso, insistiu na necessidade de continuar prestando atenção aos investimentos em áreas rurais, educação e saúde, algo que os programas do Governo tentaram realizar até agora, mas com resultados desiguais.

Vários analistas apóiam leis como a que fomenta o emprego na área rural, mas também lembram que são muitos os projetos de desenvolvimento não aplicados, por divergências na coalizão ou porque acabaram obstruídos em um emaranhado burocrático ou judicial.

Para o partido nacionalista hindu Bharatiya Janata (BJP), principal da oposição, os três anos do Governo de Manmohan Singh deixaram a Índia imersa em um estado de "escassez" e "insegurança".

"Aumentaram os preços de farinha, arroz, legumes, óleo, verduras, gasolina, cimento. Tudo afetou a qualidade de vida da população", afirmou o partido, que governou na legislatura anterior, em um relatório de 66 páginas divulgado hoje.

O BJP também criticou a segurança nacional e acusou o Governo de não fazer o suficiente para prevenir ataques terroristas como os ocorridos em Mumbai em julho do ano passado, nos quais morreram 200 pessoas.

"O primeiro-ministro disse que terá tolerância zero com as forças de segurança no que se refere a violações de direitos humanos.

Gostaria de saber qual será o nível de tolerância com os terroristas", ressaltou o partido de oposição.

Manmohan Singh assumiu o cargo em 22 de maio de 2004, depois que o Partido do Congresso, presidido por Sonia Gandhi, venceu as eleições contra o BJP, liderado pelo ex-primeiro-ministro Atal Bihari Vajpayee.

Sonia Gandhi renunciou ao direito de ser primeira-ministra para evitar as fortes críticas da oposição, por sua origem estrangeira, e deixou a responsabilidade nas mãos de Singh, seu homem de confiança no partido.

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