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23/05/2007 - 09h23
Relatório da AI diz que crescimento econômico da Ásia beneficiou poucos

Londres, 23 mai (EFE).- O notável crescimento econômico registrado em 2006 na Ásia e na Oceania beneficiou somente uma parte da população e não diminuiu as desigualdades, afirma a Anistia Internacional (AI) em seu relatório anual, apresentado hoje em Londres.

A transição democrática iniciada no Nepal é motivo de esperança, embora em 2006 tenham ocorrido golpes de Estado na Tailândia e em Fiji. Além disso, persistiram os conflitos armados no Afeganistão, Sri Lanka e Birmânia (Mianmar), de acordo com o resumo da situação dos direitos humanos na região.

No Sri Lanka, as negociações de paz fracassaram e "respeitou-se apenas o fim de hostilidades" em novembro de 2006 pelos guerrilheiros dos Tigres de Libertação do Eelam Tâmil. No entanto, "aconteceram milhares de homicídios e deslocamentos", afirma o relatório.

Na Birmânia, "as autoridades continuaram a política de encarceramento e repressão das pessoas da oposição política", segundo a AI.

O relatório ressalta que a região foi fortemente afetada pela globalização e que "taxas invejáveis de crescimento econômico" foram alcançadas, em particular pelos dois gigantes asiáticos, China e Índia, apesar de persistirem grandes disparidades entre a renda, ou nível de vida geral, dos diferentes setores da população.

A percentagem da população que vivia abaixo do nível "nacional de pobreza" cresceu 50% em Bangladesh, 40% na Mongólia, 33% no Paquistão e 28% na Índia, diz o relatório.

"O desenvolvimento econômico era promissor, mas não melhorou a vida do grande número de pessoas que estavam marginalizados ou sofriam discriminação, como mulheres e minorias étnicas, pois as estruturas de desigualdade subjacentes estavam profundamente enraizadas", acrescenta.

Na China, embora "muitas pessoas tenham saído da miséria", continua existindo "uma escandalosa diferença entre a qualidade de vida das comunidades rurais e das áreas urbanas", afirma a AI.

A China registrou, no ano passado, um crescimento econômico semelhante ao aumento mundial de sua influência política e comercial, e "os preparativos do país para os Jogos Olímpicos de 2008 geraram um clima de orgulho e certo debate".

Por outro lado, em outros países da Ásia "a 'guerra contra o terror' continua a provocar mortes e está relacionada com desaparecimentos, especialmente no Afeganistão e no Paquistão", ressalta a AI.

A nova legislação antiterrorista na Austrália "causou preocupação a respeito da proteção dos direitos humanos". Na Índia, "continuou o debate sobre a introdução de uma lei relativa à guerra contra o terror".

De acordo com a organização, o conflito armado que aflige o Afeganistão desde 2001 se intensificou e "a situação de segurança no sul e sudeste se deteriorou rapidamente". Além disso, "a insurgência se estendeu pelo país e, com o desgoverno, provocou uma agitação social. A escalada do conflito foi traduzida em milhares de civis mortos ou feridos. Todas as partes no conflito, inclusive os talibãs e as forças de segurança afegãs e internacionais, cometeram infrações graves do direito humanitário internacional".

As Filipinas aboliram a pena de morte em 2006, mas "os homicídios políticos cometidos trouxeram temor entre os ativistas políticos e os defensores dos direitos humanos que queriam denunciar homicídios ilegítimos e a ausência de investigações sobre eles".

Na Tailândia, a violência continuou nas províncias do sul do país (com maioria muçulmana) onde grupos armados lançaram bombas, decapitaram ou atiraram em civis muçulmanos e budistas - entre os quais monges e professores - e membros das forças de segurança".

Por último, o relatório da AI sustenta que "o teste nuclear realizado pela Coréia do Norte em outubro (de 2006) aumentou a tensão no Nordeste da Ásia e em outros países, e provocou o temor de uma nova corrida armamentista na região, enquanto a fome continuava arruinando as vidas de um número incalculável de pessoas no país".

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