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17/08/2007 - 11h52
Líder da Guarda Revolucionária diz que órgão é "maior força" do Oriente Médio

Teerã, 17 ago (EFE) - A poderosa Guarda Revolucionária iraniana é "a maior força" do Oriente Médio, possui mísseis com até 2 mil quilômetros de alcance e um corpo paramilitar de mais de 12 milhões de soldados, informou hoje o comandante do órgão, Yahya Safavi.

"É a maior força de toda a região (..), está equipada com tecnologia e o mais desenvolvido material militar de defesa e invasão", afirmou Safavi no programa da televisão iraniana por satélite "Jaam-e Jam".

Safavi fez as declarações após a recente publicação de informações nos Estados Unidos que indicam que Washington planeja declarar a Guarda Revolucionária uma organização terrorista.

O órgão de segurança também é conhecido como "Pasdaran", um corpo separado do Exército regular, fundado no início dos anos 80 e que possui forças áreas, navais e terrestres.

Os "Pasdaran", que também têm importantes instituições econômicas ativas no Irã nos campos da construção e na indústria petrolífera, possuem 350 mil soldados e seu mais alto comandante é o próprio líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

O comandante da Guarda da Revolução, cujas declarações foram citadas pela agência "Fars", reiterou que o grupo dispõe de mísseis de médio e longo alcance e "é capaz de controlar todo o Golfo Pérsico e o mar de Omã", onde os Estados Unidos têm grande presença militar.

"Nenhuma embarcação pode atravessar o golfo sem estar ao alcance de nossos mísseis em terra", afirmou, ressaltando que os "Pasdaran" dispõem "atualmente de mísseis balísticos terra-terra com um raio de ação de mais de 2 mil quilômetros".

"Quanto à defesa aérea, eles têm os modernos sistemas terra-ar Tur M1", acrescentou.

O alto militar iraniano disse que os Guardiães da Revolução treinaram uma força paramilitar com base religiosa denominada "Basiy", que possui 12 milhões de soldados que integram 2.500 batalhões.

O objetivo desta força "é defender o território, o povo e os interesses" do Irã.

Segundo ele, o Irã "mudou sua estratégia após a ocupação do Afeganistão e Iraque, e agora está baseada na defesa, principalmente no mar e no ar" contra uma eventual invasão estrangeira.

"Organizamos um estilo de defesa em mosaico em todo o país, ou seja, cada cidade, cada povoado e cada bairro possuem agora sua própria força que se encarregará de defender sua região, e estamos em contato com eles através de equipamentos de comunicação eletrônica", acrescentou.

O comandante da Guarda da Revolução acredita que o "avançado material militar de sua força pode destruir os mais avançados tanques no nível do Merkava israelense e do Abraham americano".

"A estratégia do Irã é meramente defensiva", frisou.

A República Islâmica, que não tem relações diplomáticas com os Estados Unidos há 27 anos e considera este país e Israel seus principais inimigos, está na lista de Washington dos países que patrocinam o terrorismo internacional.



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