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03/10/2007 - 13h11
Abadía subornava juízes, policiais e jornalistas e queria construir submarino

Bogotá, 3 out (EFE) - O traficante de drogas colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, o "Chupeta", detido no Brasil no início de agosto, subornava juízes, policiais e jornalistas na Colômbia e queria construir um submarino para escapar de operações da Polícia, de acordo com um relatório divulgado hoje pela "Caracol Radio".

A emissora teve acesso a registros contábeis do bandido e disse que nele estavam detalhadas movimentações "que vão de cifras tão pequenas como US$ 150 até somas significativas como US$ 981.572".

Abadía, foragido da Justiça desde 2001, foi detido em 7 de agosto em um imóvel localizado em um bairro nobre de São Paulo.

Os Estados Unidos pedem a extradição do traficante devido a um envio de 30 toneladas de cocaína.

No computador de Abadía, segundo a rádio colombiana, há o registro de que, "em 2002, ele pagou a um funcionário judicial US$ 10 mil para agilizar e resolver um processo relativo a um documento falsificado".

Outros US$ 25 mil foram pagos para que um parente do traficante obtivesse uma decisão judicial favorável.

Em um caso semelhante, "em dezembro daquele ano autorizou o pagamento de US$ 100 mil, uma das somas mais altas concedidas nos últimos anos, a funcionários corruptos do aparelho estatal", indica o relatório.

Na mesma contabilidade, há "vários e altos pagamentos a oficiais da Polícia Rodoviária colombiana que praticamente recebiam mesadas para suspender operações de blitz e permitir a passagem de carregamentos de droga".

Um dos projetos nos quais "Chupeta" mais investiu dinheiro nos últimos três anos "foi o da construção de um submarino para cobrir rotas marítimas, fugindo assim do controle das autoridades", segundo o relatório.

Em 6 de novembro de 2002, há o registro do pagamento de uma dívida com um jornalista que não publicou uma notícia sobre o traficante.

Os investigadores, de acordo com a "Caracol Radio", acreditam que "se trata de um jornalista que recebeu US$ 9 mil para garantir a não publicação em um jornal de circulação nacional de uma notícia referente à organização" de Abadía que outros veículos publicaram na época.

Outro episódio relacionado à imprensa "está marcado como 'trámite viejita' (como Chupeta se refere a um parente muito próximo, talvez seu pai), e é acompanhado da seguinte observação: 'Acerto jornalistas'".

O acordo em questão "teria sido feito pela soma de US$ 15 mil e sugere que mais de um comunicador estaria envolvido".

O diretor da Polícia colombiana, general Oscar Naranjo, reconheceu hoje que, no caso, "há informação sensível e altamente comprometedora" e que foi conhecida "parcialmente graças a uma fonte que colocou à disposição de autoridades dos Estados Unidos".

Segundo ele, os agentes confiscaram da organização de "Chupeta" mais de 330 propriedades "e, frente a estas contabilidades, escritas em códigos, as investigações estão em andamento" e haverá outras expropriações.

Naranjo revelou que uma equipe conjunta dos Estados Unidos e da Colômbia investiga e tenta identificar todos os envolvidos.

"O processo avança. O número de pessoas identificadas e processadas aumenta mais, haverá extradições e elas serão identificadas no momento certo", disse o alto oficial.



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