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17/10/2007 - 17h59
Novos detalhes da vida de suposto pedófilo canadense são divulgados

Julio César Rivas Toronto (Canadá), 17 out (EFE).- A imagem de Christopher Paul Neil, o suposto pedófilo mais procurado do mundo, começa a ficar mais clara com as informações de que ele trabalhou como professor em escolas católicas do Canadá e teria tentado ingressar, sem sucesso, num seminário.

Durante anos, o rosto de Neil foi uma imagem digital alterada que era mostrada na internet através de fotografias que registravam os crimes sexuais que cometia contra crianças no sudeste asiático.

Agora que a Polícia revelou seu rosto e o transformou num dos homens mais procurados do mundo, o passado e a origem do suposto pedófilo, o professor canadense Christopher Paul Neil, de 32 anos, começa a ser conhecido.

Neil nasceu em Maple Ridge, uma cidade localizada menos de 40 quilômetros ao leste de Vancouver. Aparentemente, ele sempre esteve envolvido com jovens e educação.

Neil, que trabalha atualmente como professor de inglês na Coréia do Sul, já exerceu a mesma profissão no Canadá. Em 2000, o suposto pedófilo conseguiu um certificado de ensino na província da Colúmbia Britânica.

Segundo a edição de hoje do jornal canadense "The Globe and Mail", neste mesmo ano ele trabalhou como professor substituto em uma escola particular da Arquidiocese de Vancouver.

Ele trabalhou durante cinco dias no local, que fica em Port Coquitlam, uma cidade entre Maple Ridge e Vancouver.

Antes de virar professor, Neil também foi capelão em acampamentos militares para cadetes (com jovens entre 12 e 18 anos, interessados em entrar no Exército canadense) durante os verões de 1998 e 2000, na província de Nova Escócia.

Segundo o "Globe and Mail", Neil trabalhou como capelão após tentar ser sacerdote (sem sucesso) no Seminário Christ the King Mission, numa localidade próxima a Maple Ridge. O jornal não disse porque ele não finalizou os estudos religiosos.

Autoridades da Columbia Britânica afirmam que Neil trabalhou como professor temporário em várias ocasiões em escolas da província. Em 2000 e 2001, ele foi instrutor voluntário de catecismo na escola St.

Patrick de Maple Ridge.

O ministério da Educação da Colúmbia Britânica e o Exército canadense dizem que nunca receberam qualquer queixa contra Neil.

No entanto, as acusações da Interpol contra o professor fizeram com que as autoridades realizassem uma discreta investigação das atividades de Neil no Canadá, para descartar possíveis abusos contra jovens.

A família de Neil pediu para o professor se entregar às autoridades canadenses e responder às acusações da Interpol no país.

O irmão mais novo dele, Matthew, pediu na terça-feira, através da imprensa, que ele retorne ao Canadá para responder a essas acusações.

Matthew Neil acrescentou que nunca suspeitou do possível envolvimento do irmão em abusos contra menores. Segundo ele, a mãe dos dois está muito abalada.

Na Internet, Neil se vangloriava de seus crimes contra menores, com a distribuição de imagens das violações, onde seu rosto aparecia alterado e foi rapidamente identificado como "Peter Jackson", nome que utilizava para assinar as mensagens.

Em alguns dessas mensagens, "Peter Jackson" oferece conselhos para cifrar arquivos de computador e evitar que os serviços alfandegários consigam acessar o conteúdo.

"Jackson" escreveu um poema em 2005 no site "MySpace". No texto, ele fala de meninos pobres que venderiam a vida em troca de alguns centavos.



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