UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA


 

23/11/2007 - 11h49
Tufão "Mitag" causa as primeiras enchentes antes de atingir as Filipinas

(atualiza com reunião da presidente das Filipinas com a Comissão Nacional para a Coordenação de Desastres) Carlos Santamaría Manila, 23 nov (EFE).- O tufão "Mitag" se aproxima hoje, cada vez mais forte, do sudeste das Filipinas, onde já ocorreram as primeiras inundações e foi declarado alerta máximo, enquanto continua a evacuação de cerca de 200 mil pessoas.

Segundo a última previsão da Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos (Pagasa), o "Mitag" se transformou em um "supertufão" e apresenta ventos sustentados de 175 km/h e seqüências de até 210 km/h.

Às 11h (1h de Brasília), o "Mitag" estava a menos de 200 quilômetros do litoral da província de Catanduanes, à qual se dirige em direção lés-nordeste (leste-nordeste), a 15 km/h. Segundo os meteorologistas, o tufão ganhou força, mas perdeu velocidade.

Devido à proximidade do "Mitag", e para preparar um plano de contingência, a presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, se reuniu com os chefes do Comitê Nacional para a Coordenação de Desastres, a quem alertou que o tufão é mais forte que o "Hagibis", que passou na última semana pelo sul do arquipélago.

"É três vezes mais forte", disse Macapagal durante a reunião, segundo a rede de televisão "GMA".

A presidente também foi informada sobre os preparativos e a evacuação feita pelo departamento da Defesa Civil e unidades do Exército.

"Destacamos nosso pessoal e material na região", disse o segundo chefe das Forças Armadas, general Antonio Romero.

As autoridades da província de Catanduanes declararam hoje o estado de calamidade após sofrerem as primeiras inundações causadas pelo tufão, que alagaram vários povoados e deixaram as estradas impraticáveis.

Em Bicol - região que deverá ser a mais atingida -, no sudeste de Luzon, o governador de Albay, Joey Salceda, também declarou o estado de calamidade, enquanto oficiais da Polícia e do Exército evacuam os moradores de áreas propensas a sofrer enchentes Salceda disse à imprensa local que a presidente filipina não quer que haja vítimas, e por isso ordenou a evacuação preventiva de toda Bicol.

Albay, Catanduanes, Camarines Sul e Norte e Sorsogon - províncias de onde se tenta evacuar pelo menos 200 mil pessoas - e a ilha de Burias estão em estado máximo de alerta perante a chegada do tufão, que também ameaça o resto do sul de Luzon e as ilhas de Masbate e Samar.

Vinte e oito províncias foram postas sob algum nível de alerta.

O Escritório de Defesa Civil de Bicol anunciou que o número de deslocados pode aumentar nas próximas horas em função da força do "Mitag".

Caso desvie sua trajetória para o norte, o "Mitag" poderá passar por Manila, onde todos os vôos locais para a região ameaçada foram cancelados, e as equipes de emergência estão reforçando com estruturas metálicas as grandes placas de publicidade, para evitar que sejam arrancadas pelos vendavais.

O Conselho Nacional de Coordenação de Desastres espera concluir a tempo a retirada dos moradores de povoados onde poderão acontecer enchentes e deslizamentos de terras, que a cada ano, durante a temporada de chuvas, matam dezenas de pessoas nas Filipinas.

Os moradores das áreas litorâneas foram particularmente alertados da possibilidade de que os ventos produzam ondas de grande tamanho.

Já o tufão "Hagibis" - cujo nome local é "Lando" - se dirige agora para o Vietnã, após ter deixado, na semana passada, 13 mortos e vários desaparecidos devido às inundações em sua passagem pelo norte de Mindanao e a região central de Visayas.

As autoridades vietnamitas também evacuaram cerca de 200 mil habitantes das áreas litorâneas do centro e do sul do país, enquanto aproximadamente o mesmo número de pescadores decidiu não sair para o trabalho por medo do "Hagibis", que deverá tocar terra ao meio-dia de sábado.

Entre Filipinas e Vietnã, o Mar do Sul da China registrou na quinta-feira o naufrágio de um barco pesqueiro filipino, do qual 30 tripulantes foram resgatados, mas outros 50 continuam em alto mar à espera de ajuda.

No final de 2006, quatro tempestades de intensidade incomum alagaram várias áreas de Luzon e provocaram enchentes que mataram mais de 1.300 pessoas, e deixaram quase três milhões de desabrigados e 500 mil casas destruídas, trazendo várias iniciativas de ajuda por parte de Governos estrangeiros.



Folha Online
Reforma visual da Folha facilita a leitura; conheça as mudanças
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Chuvas deixam quatro mortos e afetam mais de 4 mil no Paraná
UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA