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28/11/2007 - 10h30
Musharraf passa o cargo de chefe das Forças Armadas para aliado

Amir Mir Lahore (Paquistão), 28 nov (EFE).- O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, renunciou hoje ao cargo de chefe das Forças Armadas, que ocupava há nove anos, e passou o comando militar para um dos seus homem mais leais, o general Ashfaq Pervez Kiyani. "Após usar o uniforme durante 46 anos, hoje digo adeus ao Exército", disse um emocionado Musharraf na cerimônia de transferência, cumprindo assim a promessa de abandonar a chefia militar antes de assumir, amanhã, um novo mandato de cinco anos como presidente do Paquistão. Musharraf foi nomeado chefe das Forças Armadas em 1998 e um ano mais tarde, em outubro de 1999, deu o golpe militar que depôs o então primeiro-ministro, Nawaz Sharif, e permitiu ao general ter também o poder Executivo. Hoje, antes de ceder a chefia para Kiyani, o presidente se declarou "triste" por deixar as Forças Armadas e assegurou que o Exército é "a salvação do Paquistão". Vestido pela última vez com o uniforme militar, Musharraf agradeceu a todos os corpos militares pela "lealdade" e se considerou "afortunado" por ter liderado "um dos melhores Exércitos" do mundo. Musharraf afirmou que as Forças Armadas estão "em seu melhor momento" e disse estar convencido de que seu sucessor, Kiyani, é um "excelente" militar que realizará um bom trabalho no novo posto. O novo responsável militar do Paquistão, de 55 anos, ocupou até setembro o cargo de diretor-geral dos serviços secretos (ISI), e anteriormente serviu como comandante em Rawalpindi e foi diretor-geral de operações militares do Exército. Segundo os analistas, a nomeação de Kiyani (considerado, assim como seu antecessor, um general pró-americano) permitirá a Musharraf assegurar o controle das Forças Armadas do posto de presidente civil. O novo chefe do Exército conta com a aprovação aberta de líderes opositores como a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, que em declarações divulgadas hoje pela rede de televisão "Dawn" disse que Kiyani "será um bom líder". A cerimônia de transferência de comando coincidiu com informações, recolhidas pelo mesmo canal, sobre a possibilidade de que o regime de Musharraf interrompa nas próximas 48 horas o estado de exceção que impôs em 3 de novembro. Estas informações, que não foram confirmadas por fontes oficiais, se estenderam depois que o ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, líder do opositor PML-N, assegurou que boicotará as eleições gerais de 8 de janeiro caso o estado de exceção continue em vigor. O presidente declarou a exceção e suspendeu a Constituição do Paquistão ao legar o aumento da violência extremista e as "interferências" da Justiça na política do Governo. O pedido para que Musharraf, de 64 anos, deixasse a chefia das Forças Armadas era insistente por parte de países como os Estados Unidos, que consideram o governante paquistanês um importante aliado na luta contra o terrorismo. Os partidos da oposição consideravam inaceitável o duplo cargo de Musharraf como presidente e chefe do Exército. Antes da eleição presidencial de 6 de outubro - na qual Musharraf obteve a maioria - vários representantes da oposição denunciaram na Suprema Corte que o general não podia ser candidato se não renunciasse ao cargo militar. A denúncia gerou um processo durante o qual o presidente assegurou que deixaria as Forças Armadas caso fosse reeleito. Uma emenda à Constituição permitia ostentar o duplo comando só até 15 de novembro. Embora o processo judicial tenha sido dificultado pela declaração do estado de exceção, com o qual Musharraf derrubou a cúpula do Supremo, o presidente cumpriu hoje o seu compromisso.



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