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14/01/2008 - 21h46
EUA investigam origem de mensagem ameaçadora feita durante incidente em Ormuz

Washington, 14 jan (EFE).- Os Estados Unidos estão investigando a origem da mensagem ameaçadora que foi transmitida por um equipamento de rádio durante o incidente entre lanchas iranianas e navios da Marinha americana no Estreito de Ormuz, para determinar se esta esteve relacionada ao fato ou foi uma piada.

No dia 8 de janeiro, o Pentágono revelou parte de um vídeo com imagens do incidente, nas quais um homem falando inglês com sotaque ameaça os marines americanos dizendo: "Vou em sua direção... Vocês explodirão em poucos minutos".

A mensagem foi levada a sério pela Marinha dos EUA porque foi transmitida ao mesmo tempo em que lanchas iranianas perseguiam três de seus navios, disse o comandante de um dos navios americanos em declarações ao periódico semanal "Navy Times".

A Marinha ainda não determinou a origem da mensagem, mas acha que ela está relacionada ao incidente.

"Se foi uma coincidência ou não, o fato é que (a transmissão da mensagem) aconteceu exatamente na mesma hora em que essas lanchas (iranianas) nos cercaram e lançaram objetos na água. Parecia que a ameaça aumentava", disse o comandante Jeffrey James, do destróier da Marinha americana "Hopper", o mesmo de onde foram gravadas as imagens do incidente.

Por sua vez, a comandante Lydia Robertson, porta-voz da Quinta Frota em Barein, admitiu que a Marinha não sabe "de onde exatamente saiu a mensagem".

Segundo o "Navy Times", vários oficiais da Marinha afirmaram que é difícil determinar a origem da voz.

"Baseado em minha experiência operando nesta parte do mundo, onde há muita atividade marítima, é muito difícil tentar discernir (quem fala pelo rádio)", afirmou ao periódico o almirante e chefe de Operações Navais Gary Roughead.

A voz na mensagem é diferente da do oficial iraniano que, durante o incidente, se dirigiu ao cruzeiro "Port Royal" da Marinha americana pedindo que seus ocupantes se identificassem e mudassem de freqüência para falarem sem interrupções, segundo o vídeo divulgado no dia 10 pelas autoridades de Teerã.

O vídeo iraniano tenta provar que as imagens do Pentágono são uma montagem.

Os especialistas afirmam ainda que a mensagem não traz os ruídos próprios de uma transmissão feita de uma lancha.

Devido às dificuldades na identificação da procedência da voz ouvida na mensagem, vários oficiais citados pelo "Navy Times" começaram a questionar se a comunicação partiu dos iranianos ou de um brincalhão, identificado genericamente como "macaco filipino".

Há vários anos, os navios americanos que operam no Oriente Médio usam o termo "macaco filipino" para se referir às pessoas que ouvem comunicações de rádio entre os navios e depois as interceptam com insultos ou ameaças.



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