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26/03/2008 - 10h10
Mudanças na Agência Judaica pode significar "golpe fatal" ao sionismo

Elías L. Benarroch Jerusalém, 26 mar (EFE).- A Agência Judaica estudará este ano uma reorganização interna que poderia significar o fechamento do departamento encarregado de atrair a Israel judeus de todo o mundo, o que alguns analistas consideram um "golpe fatal" no sionismo.

O plano de reorganização, produto de uma série de mudanças estruturais na última década e da drástica queda nas doações de judeus americanos - que representam dois terços do orçamento da agência -, deve ser aprovado pelo Conselho de Governadores em sua sessão plenária de junho.

Entre as propostas estão a redução do orçamento em US$ 20 milhões e o fechamento do Departamento de Imigração, ou a diminuição considerável do número de seus representantes no exterior, segundo o jornal "Ha'aretz".

"A decisão de fechar o departamento de imigração, ou diminuir as funções dos delegados, coloca em uma encruzilhada a ideologia sionista", disse à Agência Efe Mario Ablin, analista nas relações entre o Estado de Israel e as comunidades judaicas.

Ablin disse que Ablin os delegado se encarregam historicamente de encorajar os judeus a emigrarem a Israel, ao transmitir-lhes a mensagem de que "o povo judeu deve deixar de estar disperso, e concentrar-se territorialmente para ser uma nação".

Nesse sentido, "suprimir essa função é anular a essência do movimento sionista", insistiu.

Desde que no final do século XIX começaram as ondas migratórias judias para a então Palestina sob domínio turco, mais de três milhões de judeus de todo o mundo se estabeleceram na região, mas nos últimos anos esse número caiu, chegando em 2007 a apenas 18 mil, o mais baixo em duas décadas.

Teve um papel predominante nesta missão migratória a Agência Judaica (Jafi, na sigla em inglês), que foi criada em 1923 durante o Mandato Britânico da região como um tipo de "Governo" para a comunidade judaica local.

A partir de 1948, com a criação do Estado de Israel, a Agência passou a tramitar as relações com as comunidades no exterior e a manter vivo o ideal do Movimento Sionista, que teve seu impulso graças aos nacionalismos do século XIX.

Diretores da Agência demonstram ao "Ha'aretz" sua "preocupação" com o plano organizativo, que inclusive poderia levar ao fechamento definitivo de uma instituição que muitos judeus consideram anacrônica em seu atual formato.

A principal organização que financia a instituição, a Federação americana UJA, pediu há seis meses que a Jafi e seus delegados trabalhem unicamente em questões educativas judias, e não intercedam na emigração a Israel, que "deve ser uma decisão pessoal".

Ablin, no entanto, rejeitou esta colocação, porque "há muitos organismos e instituições que participam da educação judia", mas "ninguém que cumpra a missão de conscientizar os judeus de que há uma base nacional que deve ser expressada em um território próprio".

"A Agência Judaica é a representante da ideologia sionista no seio do povo judeu e a imigração é sua principal missão", declarou o analista, para quem a reorganização da instituição, da maneira como está programada, "é um golpe fatal".

Em carta aos membros do Conselho de Governadores, o presidente da Agência, Ze'ev Bielski, desmentiu categoricamente que sua intenção seja a de deixar de apoiar a imigração de judeus a Israel, "uma missão que não é menos importante hoje, e talvez seja mais do que no passado".

Além da dimensão ideológica, a imigração dos judeus é também um instrumento para manter o balanço demográfico em Israel, onde a população árabe cresce a um ritmo superior por uma maior natalidade e em alguns anos será maioria na região.



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