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03/06/2008 - 06h54

Ban Ki-moon pede que produção de alimentos seja duplicada até 2030

Em Roma
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu durante seu discurso perante a Cúpula da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que teve início hoje, em Roma, que a produção de alimentos seja duplicada até o ano de 2030, para superar a atual crise alimentícia mundial.

Ban também exigiu que se passe das palavras à ação, e pediu um consenso mundial para a utilização dos biocombustíveis, assim como outras medidas para atenuar a crise alimentícia.

O principal diretor da ONU lembrou que existem 850 milhões de pessoas famintas no mundo, e que o Banco Mundial previu que esse número pode aumentar em cem milhões nos próximos anos, caso não sejam tomadas as medidas necessárias para atenuar a crise alimentícia.

"Todos os senhores conhecem a severidade e a escala da atual crise mundial. As ameaças são óbvias", disse Ban aos delegados dos 191 países que participam da cúpula.

No entanto, ele destacou que a reunião é "uma oportunidade para revisar as políticas", que devem tanto "responder imediatamente aos altos preços" quanto "aumentar a segurança alimentar mundial a longo prazo".

LULA CRITICA PROTECIONISMO

Diante de vários chefes de Estado e de Governo presentes ao evento convocado pela ONU, o presidente Lula criticou o "protecionismo" dos países ricos ao afirmar que "é intolerável o protecionismo que atrofia e desorganiza a produção agrícola dos países, sobretudo os mais pobres"

Entre as medidas receitadas por Ban para alcançar esses objetivos, destacou o aumento da assistência, por meio da ajuda em comida, vales e dinheiro, e o ajuste do comércio e das políticas fiscais para minimizar as restrições e as tarifas à importação.

Por esse motivo, rejeitou as limitações impostas às exportações por alguns países, que podem "distorcer os mercados e aumentar os preços".

Ban pediu a suspensão dessas restrições às exportações a todas as nações que as impuseram.

Também pediu que o ajuste do comércio e das políticas fiscais sobre a agricultura esteja ligado a uma rápida resolução das negociações na Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), e a um maior investimento na agricultura de todo o mundo.

O secretário-geral da ONU calculou em entre US$ 15 bilhões e US$ 20 bilhões o esforço anual que deverá ser realizado pelos países em desenvolvimento e pelos doadores para poder dobrar a produção mundial de alimentos.

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