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16/07/2008 - 12h02

Salvatore Cacciola segue rumo ao Brasil após extradição

Paris, 16 jul (EFE).- O ex-banqueiro Salvatore Cacciola, solicitado pelo Brasil por fraude financeira e desvio de dinheiro público, saiu hoje de Mônaco com destino ao Rio de Janeiro após sua extradição, informou à Agência Efe o advogado dele, Franck Michel.

Cacciola, detido em setembro do ano passado, deixou o principado de helicóptero, entre as 7h30 e 10h de Brasília de hoje, a caminho do aeroporto de Nice (sudeste francês), onde devia pegar um vôo com destino a Paris e depois outro para o Rio de Janeiro, acrescentou o advogado em conversa por telefone.

No heliporto de Mônaco, Cacciola era acompanhado de dois agentes brasileiros da Interpol, disse Franck Michel, que estava com seu cliente naquele momento e pretende viajar em setembro ao Brasil para continuar a defesa do ex-banqueiro.

No último dia 8, depois que o príncipe Albert de Mônaco deu o sinal verde para sua entrega ao Brasil, Cacciola recorreu do processo de extradição ao Comitê contra a Tortura da ONU.

O banqueiro foi processado e condenado à revelia em seu país a 13 anos de prisão, por ter causado ao Estado brasileiro, em 1999, perdas equivalentes a cerca de US$ 1,2 bilhão da época.

O advogado de Cacciola ressaltou que o príncipe Albert de Mônaco permitiu a extradição com "a condição de que as autoridades brasileiras se comprometessem a dar a seu cliente a possibilidade de julgar sua apelação" contra a condenação a 13 anos de prisão do dia 31 de março de 2005.

Segundo a Justiça brasileira, os bancos Marka e FonteCidam, propriedade de Cacciola, receberam em 1999, após a imprevista desvalorização da moeda nacional, um apoio irregular de R$ 1,6 bilhão procedente do Banco Central.

Segundo o advogado, a extradição concedida é "parcial", pois concerne só a "uma parte dos fatos" e foi estipulada por Mônaco a condição também de "que não possa ser julgado ou perseguido por outros fatos".

Sobre Cacciola pesam duas ordens de detenção, uma do ano 2000, em relação à condenação que apelou em 2005, e outra de 2007, mas, segundo Michel, "o príncipe de Mônaco rejeitou a de 2007" e por isso ele não poderá ser julgado por isso no Brasil.

Nascido em 1944 em Milão, Cacciola fugiu do Brasil em 2000 e se refugiou em sua cidade natal até ser detido em 15 de setembro em um hotel do Principado de Mônaco, cujas autoridades receberam em outubro passado sua reivindicação de extradição.

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