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31/07/2008 - 18h03

Moradores dizem que choveu sangue em povoado colombiano

Bogotá, 31 jul (EFE) - Os moradores de La Sierra, um pequeno povoado de apenas 200 pessoas situado no município colombiano de Bagadó, no departamento de Chocó, afirmaram que caiu na quarta-feira uma "chuva de sangue", segundo destacam hoje fontes da região.

"A água caía no teto e, do teto à terra, era sangue e isso me deu muito medo", explicou à Agência Efe Emérito Córdoba, um vigia de 71 anos que presenciou o fenômeno.

Ele reconheceu, no entanto, que não podia assegurar se o sangue era "humano, de vaca ou de porco".

A chuva de sangue começou às 10 horas e se estendeu durante 30 minutos.

O vigilante foi à rua para contemplar como a parte alta do povoado, onde "há muitos cemitérios", tinha se transformado em uma enchente de sangue.

"Nesse momento, fiquei com medo de sair à rua, porque não queríamos nos sujar de sangue, tudo o que arrastava era sangue", afirmou Córdoba.

No entanto, disse que teve coragem de pegar uma amostra do líquido e levá-la à boca.

"Vamos coletar um pouco do sangue, porque é a única forma de fazer com que acreditem em nós", afirmou Córdoba e, em seguida, colheu uma mostra do líquido.

O padre Jhonny Milton Córdoba, pároco de Bagadó, já tinha sido informado do fato apocalíptico, mas a falta de combustível o impediu de ser aproximar de La Sierra, localizada a meia hora de navegação pelo Rio Andágueda, segundo explicou à imprensa.

O vigia decidiu então levar ao sacerdote as amostras na manhã de hoje, mas, para sua surpresa, o conteúdo da garrafa tinha se tornado transparente, "como a água".

O padre, ao receber as amostras e dezenas de ligações dos habitantes de La Sierra e de jornalistas, decidiu que os cientistas deveriam analisar o conteúdo da garrafa.

"A levamos a um laboratório, e o bacteriologista confirmou que era sangue", explicou o padre.

Ele não se atreveu, no entanto, a emitir um veredicto e apenas se referiu ao que acreditam os habitantes de La Sierra: "Acham é um sinal de Deus".

O monsenhor Fidel León Cadavid, Bispo de Quibdó (a capital departamental), também não quis comentar o caso.

"Acontecem coisas inexplicáveis, por isso não se pode tentar dar uma hipótese. O que estamos fazendo é esperar que o padre mande a Quibdó a amostra do líquido", disse à imprensa.

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