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10/09/2009 - 17h21

Nova agenda da UE para a A.Latina focará desenvolvimento regional

Rosa Jiménez.

Bruxelas, 10 set (EFE).- A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) prepara uma nova agenda para a América Latina, na qual continuará dando atenção à coesão social, embora também vá buscar o desenvolvimento econômico e a integração regional.

As novas linhas mestras das relações entre as duas regiões serão reunidas num documento que a Comissão Europeia apresentará no próximo dia 30.

Em entrevista à Agência Efe, o diretor-geral adjunto de Assuntos Exteriores da comissão, Stefano Sannino, afirmou que o novo documento levará em conta a situação econômica atual e a evolução do continente latino-americano desde 2005, data da publicação da última cartilha do bloco para as relações bilaterais.

Há quatro anos, a coesão social era o principal foco nas relações da UE com a América Latina. Agora, o bloco quer priorizar aquilo de que a região "precisa para se desenvolver também economicamente", disse Sannino.

Para isso, destacou a importância de um marco jurídico que permita um equilíbrio entre os diferentes setores sociais, além do apoio a projetos que impulsionem redes energéticas ou de comunicações nos países latino-americanos.

Ainda segundo Sannino, como os processos regionais de integração avançam de modo mais lento que o previsto - como exemplo, ele citou o Mercosul e a Comunidade Andina de Nações -, a Comissão Europeia tentará responder "de forma mais positiva e construtiva" às relações bilaterais com os países "que pedem uma ligação mais forte com a UE".

Especificamente, ele se referiu a Brasil, México, Chile, Argentina, Peru, Colômbia, Costa Rica e Uruguai.

Outra mudança serão as discussões "mais a fundo" de temas que já são debatidos, como a imigração, a energia, o meio ambiente e a mudança climática.

"Não será uma mudança estratégica de 180°", disse o representante, que destacou o interesse do bloco em se concentrar em "temas mais específicos".

Quanto à cúpula UE-Brasil, que acontecerá em Estocolmo (Suécia), no começo de outubro, o alto funcionário destacou que as partes darão continuidade às discussões iniciadas dias antes na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países mais desenvolvidos e as principais nações emergentes), já que o Brasil "não é só um parceiro estratégico, mas também é um ator global".

Brasil e UE também conversarão sobre a mudança climática, a cooperação triangular de ambas as partes em outros países e a ampliação a todas as nações do bloco do tão esperado acordo que dispensa a necessidade de vistos para se entrar em território brasileiro.

Sobre a cúpula entre UE, América Latina e Caribe (UE-ALC), Sannino disse esperar que a reunião que ministros de Assuntos Exteriores do bloco e do Grupo do Rio realizarão em 22 de setembro, paralelamente à Assembleia Geral da ONU, seja "útil para os preparativos" do encontro.

Essa reunião, devido à cúpula sobre mudança climática que acontecerá em dezembro, em Copenhague (Dinamarca), dará muita importância às inovações no setor energético.

Segundo Sannino, as aplicações decorrentes de investimentos em tecnologia e desenvolvimento podem ajudar no progresso econômico e social. Por isso, serão "temas centrais" na cúpula UE-ALC do ano que vem.

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