! Zelaya diz que ameaças de Micheletti significa um chamado à violência - 27/09/2009 - EFE
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27/09/2009 - 03h53

Zelaya diz que ameaças de Micheletti significa um chamado à violência

[selo]
Tegucigalpa, 27 set (EFE).- O deposto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje que as ameaças contra ele e o Brasil por parte do Governo de fato de Roberto Micheletti são um "chamado à violência" que ele não deseja.

"Uma ameaça contra o Brasil e uma ameaça para mim como presidente eleito pelos hondurenhos, significa mais bem um chamado à violência que nós não o desejamos, mas quiséssemos que se regulasse por via pacífica", expressou Zelaya a meios de imprensa locais desde a Embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde permanece desde a segunda-feira.

Zelaya respondeu imediatamente ao ultimato de dez dias dado pelo Governo de fato ao Brasil para que defina o status do deposto presidente hondurenho e sua decisão de não receber aos embaixadores da Espanha, Argentina, México e Venezuela.

O governante derrubado indicou que pediu aos embaixadores que se foram do país, após o golpe de Estado, o 28 de junho passado, que o "apóiem, assim como o está fazendo o embaixador Hugo Llorens (dos Estados Unidos), como o está fazendo Brasil".

Zelaya acredita que "houve um mal entendido" por parte de Micheletti, por isso que aproveitava a ocasião "para esclarecer-lhe".

Sobre a advertência do Governo de Micheletti ao Brasil, para que defina antes de dez dias seu status na Embaixada desse país, expressou que "isso não contribui absolutamente à paz, nem à concórdia" que necessitam os hondurenhos para chegar a uma regra.

"Essas ameaças nos põem em muito má evidência contra o mundo e não estão realmente contribuindo para buscar um acordo, nem a chamar ao diálogo, mas mais bem para se distanciar dos demais países do mundo", avaliou.

Disse que seus apelos ao povo como presidente de Honduras para que o apóiem na restituição do poder são "pacíficos", e que sua vida corre perigo.

Zelaya está na Embaixada do Brasil como "hóspede oficial" desde segunda-feira passada, quando retornou a Honduras, quase três meses após ser expulso do país.

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