! EUA pedem restabelecimento garantias constitucionais - 29/09/2009 - EFE
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29/09/2009 - 18h11

EUA pedem restabelecimento garantias constitucionais

[selo]
Tegucigalpa, 29 set (EFE).- Os Estados Unidos insistiram hoje ao Governo de fato de Honduras no restabelecimento imediato das garantias constitucionais e criticaram os que instigam à violência e com isso prejudicam o povo hondurenho.

"As autoridades anunciaram que vão insistir na suspensão do decreto", assinalou o embaixador americano em Honduras, Hugo Llorens, ao ressaltar que o país está preocupado com a suspensão das garantias constitucionais.

"Os direitos dos povos são inalienáveis e não deveriam ser limitados ou restringidos de nenhuma maneira", acrescentou em declarações à rádio hondurenha "HRN".

Philip Crowley, um dos porta-vozes do Departamento de Estado, reforçou nesta terça-feira a esperança que o país não negue o acesso de uma nova missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) e considerou que é a hora de o Governo de fato dialogar com o deposto presidente Manuel Zelaya.

Na segunda-feira, Tegucigalpa afirmou que a comissão de chanceleres da OEA poderá visitar o país em 7 de outubro, na próxima sexta-feira.

Llorens expressou alegria pelo fato de o Congresso Nacional, os candidatos presidenciais e outros setores terem rejeitado na segunda-feira o decreto de suspensão de garantias constitucionais publicado no sábado pelo presidente de fato, Roberto Micheletti.

O Governo de Micheletti fechou ontem uma rádio e um canal de televisão com base neste decreto, que suspende várias garantias constitucionais, entre estas a liberdade de imprensa, a de realizar reuniões e de circular.

Micheletti anunciou uma consulta para revogar o decreto nos próximos dias.

Llorens enfatizou que o Governo de fato de Honduras parece favorável a uma solução, com a mediação do governante da Costa Rica, Óscar Arias, para superar a crise causada pelo golpe de Estado do 28 de junho contra o líder deposto, Manuel Zelaya, que permanece na embaixada do Brasil desde no último dia 21.

"Como disse o presidente Obama (Barack, dos Estados Unidos), não se pode apenas apertar botão e tudo se resolve", disse.

Llorens enfatizou que o Acordo de San José, proposto por Arias, está na mesa e é a chave para um processo eleitoral pacífico, com apoio da comunidade internacional.

Insistiu em que o plano Arias, que contempla o retorno de Zelaya à frente de um Governo de união nacional, contém todos os elementos para que de verdade se resolva o problema de uma vez por todas.

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