! Sudão lamenta que EUA chamem conflito de Darfur de genocídio - 19/10/2009 - EFE
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19/10/2009 - 16h28

Sudão lamenta que EUA chamem conflito de Darfur de genocídio

[selo]
Cartum, 19 out (EFE).- O Governo do Sudão lamentou hoje que a Casa Branca insista em qualificar o conflito de Darfur como genocídio, embora tenha destacado uma mudança de atitude dos americanos por terem oferecido "incentivos" caso haja avanços na questão.

Em coletiva de imprensa hoje na capital Cartum, Ghazi Salah el-Din, assessor do presidente Omar Hassan al-Bashir, respondeu assim à guinada de postura do Governo dos EUA, que denuncia genocídio em Darfur, mas abre a porta à normalização de relações.

"É lamentável que o Governo americano insista em usar o termo 'genocídio' já que não expressa a realidade de Darfur", declarou Salah el-Din, interlocutor sudanês com os EUA e responsável do Governo para assuntos de Darfur.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou hoje que os EUA estão dispostos a oferecer incentivos ao Sudão caso haja "avanços verificáveis" em Darfur.

A Presidência sudanesa considera que a nova política anunciada hoje pelo presidente dos EUA, Barack Obama, traz "pontos positivos".

Salah el-Din qualificou de "importante" que o anúncio de Obama não inclua "ameaças de intervenção militar". "Isso constitui um novo espírito" em sua aproximação ao país árabe e ao conflito, acrescentou.

Segundo o assessor presidencial sudanês, seu Governo ainda estudará melhor a nova atitude de Washington para chegar a uma postura definitiva.

O conflito em Darfur custou a vida de pelo menos 300 mil pessoas e deixou 2,7 milhões de deslocados desde 2003, quando rebeldes entraram em confronto contra o Governo árabe de Cartum para protestar pela discriminação que sofriam.

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