! Incerteza domina Honduras na véspera das polêmicas eleições - 28/11/2009 - EFE
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28/11/2009 - 20h44

Incerteza domina Honduras na véspera das polêmicas eleições

[selo]
José Luis Paniagua.

Tegucigalpa, 28 nov (EFE).- Honduras está hoje imersa em um ambiente de incerteza por causa das eleições gerais de amanhã, ameaçadas de não serem reconhecidas por grande parte da comunidade internacional, enquanto a população não esconde a preocupação diante do temor de incidentes durante o processo.

Sem supervisão de organismos internacionais e com acusações de falta de garantias para serem realizadas, as eleições cumprirão com a formalidade de ocorrerem em tempo e forma, e em meio ao paradoxal cenário de ter o presidente destituído, Manuel Zelaya, fechado em uma Embaixada, e o de fato, Roberto Micheletti, "ausente" do poder.

Os meios de comunicação fazem hoje constantes chamados para a população ir às urnas amanhã, no qual 4,6 milhões de hondurenhos - 1 milhão deles residentes no exterior - estão aptos a escolher um presidente, três vice-presidentes, 128 deputados e os integrantes de 298 corporações locais.

Grande parte da comunidade internacional, no entanto, disse que não reconhecerá os resultados das eleições pelo fato das mesmas estarem ocorrendo em meio a uma ruptura constitucional, após o golpe de Estado contra Manuel Zelaya em 28 de junho.

"É preciso ver o que ocorre amanhã", advertiu hoje o embaixador dos Estados Unidos em Honduras, Hugo Llorens, em declarações à imprensa local nas quais lembrou que "ter eleições livres, transparentes, é uma condição necessária, não suficiente, mas uma condição necessária para restaurar a ordem democrática".

O embaixador americano disse que "parte do processo para normalizar a situação em Honduras, para restabelecer a ordem constitucional, requer definitivamente um processo eleitoral".

As autoridades policiais informaram que um novo atentado com uma granada foi realizado contra uma rádio da capital ontem à noite e outras duas explosões ocorreram nas cidades de San Pedro Sula e Lempira, sem registro de feridos.

"Se os hondurenhos estão deixando de ir votar é porque estão sendo ameaçados, não é porque não querem ir votar", disse hoje o candidato governista à Presidência, Elvin Santos, em entrevista coletiva ao referir-se às explosões.

Nicarágua e El Salvador decidiram hoje fechar suas fronteiras até o fim das eleições, conforme uma fonte oficial hondurenha, e em Honduras a lei seca está em vigor desde as 6h de sábado (10h em Brasília).

Nas ruas de Tegucigalpa era possível ver hoje grande quantidade de propaganda eleitoral presa a semáforos e afixada em postes de luz, além de diversos pontos de informações eleitorais à população e outras opções para conferir a seção onde cada um deve votar amanhã.

Segundo autoridades eleitorais, pelo menos 250 convidados chegaram ao país para cumprirem o papel de observadores, diante da recusa de organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA).

Entre os convidados estão deputados europeus, representantes do Instituto Nacional Democrata (NDI, na sigla em inglês) e do Instituto Internacional Republicano (IRI, na sigla em inglês) (ambos receptores de fundos do Governo dos Estados Unidos) e ex-presidentes, e ainda 88 estrangeiros residentes no país agrupados em uma ONG.

Pela previsão, os colégios eleitorais devem abrir as portas às 7h no horário local (11h em Brasília), e fechar às 16h, embora o horário possa ser ampliado em uma hora por decisão do Tribunal Supremo Eleitoral ou pela própria mesa em caso de ocorrerem "dificuldades", informaram à Agência Efe fontes da autoridade eleitoral.

O órgão eleitoral pretende divulgar os primeiros resultados oficiais a partir das 18h (22h em Brasília), momento até o qual não é permitido divulgar pesquisas de boca-de-urna.

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