! "Carcereiro" de Betancourt assume culpa por tráfico de drogas nos EUA - 16/12/2009 - EFE
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16/12/2009 - 21h02

"Carcereiro" de Betancourt assume culpa por tráfico de drogas nos EUA

[selo]
Washington, 16 dez (EFE).- O guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Gerardo Antonio Aguilar Ramírez ("César"), um dos "carcereiros" da ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt no cativeiro, se declarou hoje culpado das acusações de narcotráfico que enfrenta nos Estados Unidos.

"César" admitiu as acusações em uma audiência na Corte do Distrito de Columbia, como confirmou à Agência Efe Carmen Hernández, sua advogada.

Na mesma audiência, o também guerrilheiro Jorge Enrique Rodríguez Mendieta assumiu sua culpa pelas mesmas acusações.

Mendieta e "César" eram procurados pelas autoridades judiciais americanas por supostamente terem cometido o crime de "importar, fabricar e distribuir cocaína".

Segundo Hernández, "César", que em um primeiro momento se declarou "inocente", reconheceu as acusações por meio de um acordo com a Justiça americana.

Em virtude do acordo, o Governo americano considera que uma "sentença razoável" seria de entre 21 e 28 anos de prisão para "César", que terá descontado da pena o ano que passou preso na Colômbia.

Além disso, terá acesso a reduções de pena de 54 dias por ano caso apresente bom comportamento.

"A cooperação sempre é uma possibilidade, mas, neste momento, não faz parte do acordo", disse a advogada, ao lembrar que os guerrilheiros não vão ser condenados por sua relação com os três reféns americanos que foram libertados junto com Betancourt em 2008.

A posição dos promotores durante as audiências foi apresentar provas que demonstrassem que o sequestro dos três americanos era parte da conspiração para importar cocaína da Colômbia, mas a Suprema Corte aceitou apenas a extradição por narcotráfico.

No caso de Mendieta, a pena será de 20 anos, segundo a advogada.

"César" foi o carcereiro de Betancourt e dos americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, funcionários de uma empresa de segurança contratada pelo Pentágono, que foram reféns das Farc por mais de cinco anos na selva colombiana.

O guerrilheiro foi detido na Colômbia em 2008 durante a "Operação Xeque", na qual o Exército libertou Betancourt e um grupo de 11 policiais e militares, além dos três americanos.

Em 16 de julho, "César" foi extraditado para os EUA sob fortes medidas de segurança.

No dia 5 de março de 2010, o juiz federal Thomas Hogan, responsável pelo caso, ditará a sentença final.

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