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30/12/2009 - 16h17

Família brasileira diz que pedido de indenização revela interesse de Goldman

Rio de Janeiro, 30 dez (EFE).- A família brasileira do menino americano Sean Goldman, cuja disputa pela custódia mobilizou a diplomacia de ambos os países, disse hoje que o pedido de indenização apresentado pelo pai da criança revela "que o interesse não era em seu filho", mas, sim, particular.

A declaração de David Goldman sobre sua intenção de pedir uma indenização pelas despesas no processo judicial "não surpreende e só demonstra o interesse peculiar. Tudo o que ele fez não foi por interesse no filho, foi por interesse particular", disse a jornalistas o advogado da família, Sergio Tostes.

O jurista comentou que a ação judicial no Brasil foi administrada por meio da Advocacia Geral da União, "com dinheiro do contribuinte" e o pedido de Goldman seria limitado só pelos honorários da advogada que o representou.

Em entrevista concedida nos Estados Unidos, David Goldman afirmou que tinha gasto US$ 500 mil na batalha judicial contra a avó materna e o padrasto de seu filho.

Tostes revelou que a disputa não terminou, pois apelará a sentença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que obrigou a entrega do garoto ao pai em 24 de dezembro no consulado americano do Rio de Janeiro.

"O processo ainda não terminou e cabem todos os recursos disponíveis, inclusive do habeas corpus", informou o advogado, que classificou a decisão do magistrado como uma "tutela antecipada".

O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, defendeu na terça-feira a decisão da Justiça brasileira de entregar o garoto, por acolher a Convenção de Haia, da qual Brasil é signatário.

"Todo menor levado do país em que vive para outro e que ali seja retido sem o consentimento de um dos pais, deve ser imediatamente devolvido para que todas as questões relativas à custódia e as visitas sejam decididas no país de sua residência habitual", apontou.

A criança americana era reclamada pelos tribunais por seu pai desde o ano 2004, quando a mãe brasileira, Bruna Bianchi, o levou ao Brasil de férias e nunca mais retornou aos Estados Unidos.

Bianchi, que voltou casou novamente no Brasil, morreu em 2008 durante o parto de sua segunda filha.

O garoto ficou sob os cuidados de seu padrasto provisoriamente, enquanto as autoridades decidiam a quem entregar a guarda da criança, se a avó materna ou o pai biológico.

Na última quinta-feira, o menor viajou para Orlando em companhia do pai em um avião fretado por uma rede de televisão americana.

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