! Atentado suicida mata ao menos 6 policiais no Cáucaso russo - 06/01/2010 - EFE
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06/01/2010 - 09h07

Atentado suicida mata ao menos 6 policiais no Cáucaso russo

[selo]
Em Moscou
Pelo menos seis policiais russos morreram e 14 ficaram feridos em um atentado suicida na capital da república russa do Daguestão, um dos principais alvos da guerrilha islâmica no Cáucaso do Norte.

Segundo algumas versões, um terrorista suicida que dirigia um veículo 4x4 jogou o carro contra os agentes concentrados na entrada da sede da Polícia Rodoviária em Mahatchkala.

Outras fontes dizem que o veículo esperava a abertura das portas do edifício, onde, naquele momento, o pessoal de guarda entrava em formação, e então o terrorista suicida teria lançado o veículo para dentro do recinto, mas foi interceptado por um carro da Polícia.

Com seu veículo, os agentes fecharam a passagem do carro do suicida e, "com o preço de suas vidas, frustraram o ataque", disse Mark Tolchinski, porta-voz do Ministério do Interior do Daguestão.

A explosão deixou uma cratera de um metro de profundidade e dois de diâmetro.

De acordo com a investigação preliminar, a potência da explosão equivale a entre 50 e 60 quilos de TNT, e a força da detonação alcançou os 200 metros.

Segundo algumas fontes, os fragmentos encontrados levam a crer que os terroristas utilizaram um ou vários obuses de 155 milímetros.

Pelo menos dois feridos permanecem em estado grave, e a situação de outros quatro é considerada perigosa, informou o Centro Médico de Catástrofes, situado em Mahatchkala.

O Centro Traumatológico do Daguestão comunicou que, além dos policiais, há uma mulher e um jovem civis entre os feridos.

Em sua primeira reação, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, ordenou por telefone que o chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB), Aleksandr Bortnikov, "reforce o controle da situação no Cáucaso Norte e esclareça as circunstâncias do atentado em Mahatchkala".

Durante a conversa por telefone, o presidente também ordenou "reforçar as medidas antiterroristas e o controle na região em geral", comunicou a porta-voz do Kremlin, Natalia Timakova.

As circunstâncias do ataque terrorista de hoje são quase idênticas às do atentado cometido em agosto do ano passado na vizinha república da Inguchétia, que, assim como o Daguestão, ambas vizinhas da Chechênia, sofrem com ataques terroristas e enfrentamentos da guerrilha islâmica contra as forças da ordem.

Na Inguchétia, o ataque também aconteceu contra a sede da Polícia, no momento da formação do pessoal de guarda.

A explosão de uma caminhonete que invadiu o pátio do recinto onde o pessoal da Polícia entrava em formação deixou pelo menos 25 mortos e mais de 150 feridos, entre policiais e civis dos edifícios vizinhos.

A potência da bomba foi avaliada então em cerca de 200 quilos de TNT.

O anterior ataque terrorista no Daguestão havia sido cometido em 28 de dezembro, quando uma bomba explodiu na passagem de um veículo patrulha, sem causar vítimas.

No total, durante 2009, nessa república do Cáucaso Norte, situada junto ao Cáspio e habitada por mais de 100 etnias e tribos montanhosas, foram cometidas duas centenas de ataques contra as forças da ordem, que causaram a morte de mais de 50 policiais e deixaram pelo menos 150 feridos.

No mesmo período, as operações lançadas pelas forças da ordem acabaram com a vida de mais de 120 guerrilheiros.

Após aquele atentado, Medvedev anunciou a ampliação da campanha contra o terrorismo no Cáucaso Norte.

"A campanha continuará, mas será ampliada e haverá a utilização de novos métodos", prometeu então o chefe de Estado.

Desde então, os atentados são frequentes nas vizinhas Daguestão, Inguchétia e Chechênia, mas, após uma longa trégua, também voltaram à região central da Rússia.

Em 29 de novembro, uma bomba explodiu na passagem de um trem rápido que se dirigia de Moscou a São Petersburgo e causou a morte de pelo menos 26 pessoas.

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