! Governo do Rio pretende demolir 3 mil casas em áreas de risco - 06/01/2010 - EFE
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06/01/2010 - 16h35

Governo do Rio pretende demolir 3 mil casas em áreas de risco

[selo]
Rio de Janeiro, 6 jan (EFE).- O Governo do estado do Rio de Janeiro pretende demolir até 3 mil casas localizadas em áreas de risco de Angra dos Reis e Ilha Grande, localidades que na madrugada do Ano Novo foram castigadas por deslizamentos de terra deixaram pelo menos 52 mortos. O número de famílias que terão que ser removidas por viverem em áreas montanhosas com risco de novos deslizamentos foi divulgado hoje pela secretária do Meio Ambiente do estado do Rio de Janeiro, Marilene Ramos. A funcionária, em declarações à imprensa após sobrevoar os morros de Angra dos Reis e Ilha Grande, pertencente ao município de Angra, afirmou que o número de casas a serem demolidas dependerá de um estudo que será feito por técnicos do Governo e de diferentes universidades. Marilene acrescentou que as previsões iniciais indicam que cerca de 3 mil residências estão em áreas de risco tanto em Angra dos Reis como em Ilha Grande, destino turístico repleto de praias e com um extenso santuário ecológico a apenas 21 quilômetros de Angra. A secretária explicou que o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) já tem estudos sobre áreas de risco nas duas localidades, mas, por não contar com especialistas em geotecnia, o relatório final dependerá de uma avaliação de especialistas de diferentes universidades do Rio de Janeiro. "A partir de um mapa definitivo, poderemos determinar outras demolições, o reflorestamento dos morros destruídos, a drenagem de algumas áreas, a construção de muros de contenção e a remoção de centenas de famílias", afirmou. As autoridades do Rio de Janeiro iniciaram ontem a derrubada de casas que corriam o risco de serem destruídas por novos deslizamentos no Morro do Carioca, localizado no centro de Angra e onde 21 pessoas morreram na madrugada do Ano Novo. O Governo do Rio de Janeiro decidiu que cerca de 500 casas na mesma área serão demolidas. Outras 31 pessoas morreram pelos deslizamentos na Praia do Bananal, uma das cerca de 100 praias de Ilha Grande. Além das 52 vítimas no município de Angra dos Reis, as chuvas que caem desde 31 de dezembro no sudeste brasileiro provocaram outras 35 mortes. Ao todo, são 74 mortes no Rio de Janeiro, dez em São Paulo e três em Minas Gerais, estados mais povoados e industrializados do Brasil. Marilene também anunciou hoje a suspensão da vigência de um decreto de junho do ano passado que permitia a construção em algumas áreas consideradas reservas ambientais em Angra dos Reis e Ilha Grande. O decreto, que ecologistas atribuem ao lobby de especuladores imobiliários, permitia o aumento do desmatamento em morros de ambas as localidades, o que contribui para os deslizamentos de terras.

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