! EUA detectaram ligações de nigeriano com extremistas já durante voo - 07/01/2010 - EFE
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07/01/2010 - 16h37

EUA detectaram ligações de nigeriano com extremistas já durante voo

[selo]
Em Washington (EUA)
O Governo dos Estados Unidos detectou supostos vínculos do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab com extremistas quando ele já estava a bordo do avião que tentou explodir, diz o jornal "Los Angeles Times".

Segundo a publicação, Abdulmutallab, de 23 anos, seria interrogado depois que o avião pousasse em Detroit, seu destino final depois de decolar de Amsterdã.

A tentativa de atentado ocorreu no último dia 25, quando o nigeriano conseguiu embarcar no voo da Northwest Airlines entre a capital holandesa e a cidade americana com explosivos em sua cueca.

De acordo com o "Times", funcionários encarregados pela segurança nas fronteiras americanas descobriram os vínculos de Abdulmutallab com organizações terroristas em uma base de dados, apesar dos erros de inteligência criticados pelo presidente americano, Barack Obama.

Obama divulga hoje os resultados do relatório que pediu para descobrir os erros que possibilitaram o embarque de Abdulmutallab com explosivos em um avião americano.

"As pessoas em Detroit estavam preparadas para realizar uma inspeção secundária", disse um alto funcionário ao "Los Angeles Times".

"A decisão tinha sido tomada. A base de dados tinha detectado a preocupação do Departamento de Estado sobre esta pessoa, que esta pessoa poderia ter envolvimento com elementos extremistas no Iêmen", acrescentou o citado funcionário.

Diferentes altos funcionários consultados pelo jornal falaram que, se essa informação de inteligência tivesse sido detectada antes, poderia ter levado ao interrogatório e à revista de Abdulmutallab antes de seu embarque, ainda no aeroporto de Amsterdã.

Mas outro funcionário disse ao "Times" que a informação disponível não levaria a uma revista adicional antes da partida do nigeriano.

O nome de Abdulmutallab fazia parte de uma base de dados com meio milhão de nomes de suspeitos de terrorismo, mas não de uma outra lista que o impediria de voar. Portanto, o Governo dos EUA só o interrogaria após sua chegada.

"As pessoas não sabem quanta gente pode viajar pelos EUA e que está vinculada ou encontra com malfeitores, ou supostos malfeitores", disse um funcionário de segurança nacional ao "Los Angeles Times".

O funcionário acrescentou que, "se não são considerados perigosos, faz sentido, do ponto de vista da inteligência", deixar que se desloquem, para ver com quem se reúnem e obter assim informação adicional.

Obama disse na terça-feira que a Inteligência americana tinha informação suficiente para detectar e "potencialmente" desarticular o atentado fracassado.

"Está cada vez mais claro que as informações de inteligência não foram devidamente analisadas. Isso não é aceitável e não o tolerarei", disse o presidente.

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