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05/07/2010 - 13h32

Lula e presidente da Guiné Equatorial assinam diversos acordos bilaterais

Redação Internacional, 5 jul (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governante da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, assinaram hoje em Malabo um acordo pelo qual fica suprimida a necessidade de visto para o pessoal com passaporte diplomático, de serviço e oficiais.

Lula, em visita oficial a Malabo desde ontem, também assinou vários acordos em matéria de defesa com Obiang e formalizou a criação de uma Comissão Mista de Cooperação, informaram fontes oficiais do país africano.

Os dois líderes assinaram também um memorando de entendimento em matéria de formação e troca de experiências no âmbito diplomático e Consular.

Lula apoiou a candidatura da Guiné Equatorial a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, informaram fontes do Governo.

Em comunicado, Lula e Obiang lembraram que a turbulência financeira que desencadeou a atual crise econômica internacional "teve origem nos países desenvolvidos".

Os dois destacaram "a importância de evitar que as medidas adotadas por estes países para solucionar a crise afetem às economias dos países em desenvolvimento".

Lula e Obiang falaram também do bom estado das relações bilaterais e reafirmaram a necessidade de uma colaboração próxima na luta contra o crime organizado, o terrorismo, os mercenários, o tráfico de seres humanos, a pirataria, o narcotráfico, a lavagem de dinheiro e outros crimes além das fronteiras.

Acompanhado dos ministros de Relações Exteriores, Celso Amorim, e Comunicação Social, Franklin Martins, Lula conversou com Obiang sobre a possibilidade de adotar o modelo de televisão digital brasileira na Guiné Equatorial.

O Brasil e o país iniciaram suas relações diplomáticas em 1974 e durante a visita de Obiang a Brasília, em fevereiro de 2008, assinaram 14 projetos de cooperação em temas como agricultura, saúde, esporte, transporte, petróleo e educação.

A troca comercial com o Brasil aumentou significativamente nos últimos anos e passou de US$ 3 milhões em 2003 para US$ 243 milhões em 2007.

Em janeiro de 2006, a Petrobras anunciou sua entrada na Guiné Equatorial mediante a compra da participação de 50% em uma concessão para a exploração de petróleo.

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