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29/10/2010 - 03h55

Já são 408 os mortos do terremoto e tsunami na Indonésia

(corrige número de mortos).

Padang (Indonésia), 29 out (EFE).- O número de mortos em decorrência do terremoto e tsunami que castigaram as ilhas indonésias de Mentawai subiu nesta sexta-feira para 408, informaram fontes oficiais.

Segundo a Agência Nacional de Controle de Desastres, 303 pessoas permanecem desaparecidas e 13 mil estão alojadas em abrigos. Outras 412 pessoas estão hospitalizadas devido aos ferimentos sofridos pela onda gigante, causada na segunda-feira por um terremoto de magnitude 7,7 na escala Richter.

O chefe de missão da Federação Internacional da Cruz Vermelha em Sumatra Ocidental, Hans Bochove, explicou que será "muito, muito difícil" encontrar sobreviventes, pois já se passaram quatro dias desde o terremoto que provocou a onda gigante.

Bochove disse que a situação ainda está sendo avaliada no arquipélago de 70 ilhas e ilhotas, cuja região sul foi engolida na segunda-feira por uma onda gigante de seis metros de altura que, segundo testemunhas, penetrou mais de meio quilômetro em terra firme.

Não está fácil a entrega de ajuda humanitária aos desabrigados, muitos deles feridos, no isolado arquipélago, próximo ao litoral de Sumatra.

A Cruz Vermelha enfrenta um problema de logística para entregar a ajuda nas ilhas, onde centenas de vítimas voltaram a dormir sem teto na última noite.

Pouco a pouco vão chegando água potável, alimentos, barracas de lona e outros produtos básicos para a ilha de Pagai, onde dez vilas foram arrasadas e várias desapareceram.

A vila de Detumonga, na ilha de Pagai, foi a mais afetada pelo tsunami, com 170 mortos e 270 desaparecidos.

Em meio à desolação, também se vive esperança. As equipes de emergência conseguiram resgatar uma criança de 18 meses que sobreviveu três dias em uma árvore após perder os pais.

As autoridades indonésias asseguram que o sistema de alarme de tsunamis, dotado de boias para detectar a onda gigante, deixou de funcionar há um mês pela falta de pessoal qualificado para manutenção.

No entanto, um técnico alemão que trabalha no projeto de alerta assinalou que somente uma das 300 boias distribuídas no mar falhou.

"O sistema de alarme antecipado funcionou muito bem, é algo que se pode verificar", indicou Joern Lauterjung, chefe do projeto de alerta de tsunamis indonésio-alemão GeoForschungsZentrum.

De qualquer maneira, todos concordam que as ilhas estavam perto demais do epicentro e foram atingidas pelas ondas em cinco ou dez minutos, o que tornaria inútil qualquer alarme.

O sistema foi instalado após o tsunami de 2004, causado por um terremoto de magnitude 9,1 que destruiu cidades litorâneas de uma dúzia de nações banhadas pelo Oceano Índico e deixou 226 mortos.

A Indonésia fica sobre o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é atingida por cerca de 7 mil tremores anualmente, a maioria de baixa magnitude e não sentida pela população.

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