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08/11/2010 - 13h57

Obama abre novas vias de negócios para EUA em viagem à Índia

Julia R. Arévalo.

Nova Délhi, 8 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, abriu novas vias de negócios para as companhias americanas na Índia, em uma visita de Estado na qual encheu de elogios o país asiático.

Nos três dias de visita, Obama ressaltou em diversas ocasiões que a relação entre EUA e Índia é "definidora e indispensável" no século XXI, o que voltou a repetir nesta segunda-feira em entrevista coletiva com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.

Os indianos gostaram de ouvir o governante dos EUA qualificar o país como uma "potência mundial" e não como uma nação "emergente", mesmo que os elogios de Obama ocultassem sua real intenção de buscar novos mercados para as empresas americanas.

O presidente americano ressaltou o pré-acordo para vender à Força Aérea indiana 10 aviões C-17, que segundo a imprensa, seriam vendidos por US$ 5,8 bilhões.

Esta venda pode abrir as portas para um negócio ainda mais lucrativo, pois a Força Aérea indiana quer substituir a sua velha frota de fabricação russa, o que incluiria a aquisição de 126 novos aviões de combate por um valor estimado em US$ 10 bilhões.

Para que este e outros negócios sejam possíveis, Obama reiterou seu compromisso em eliminar restrições às exportações de alta tecnologia de uso militar e civil à India, tirando de sua "lista negra" a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento da Defesa (DRDO, em inglês) e a Organização Indiana de Pesquisas Espaciais (ISRO, em inglês).

Obama destacou diversas vezes os benefícios gerados pelas dezenas de acordos no valor de US$ 10 bilhões, alcançados na Índia, a maioria entre empresas privadas.

"A Índia não roubará trabalhos dos EUA", disse Singh, para quem a entrada de empresas americanas em solo indiano ajudarão no crescimento do país.

O titular do Governo indiano destacou que a maioria dos acordos é em infra-estrutura, um setor vital para o crescimento indiano que requer um investimento de US$ 1 trilhão nos próximos cinco anos.

"Damos as boas-vindas à contribuição americana para cumprir com essa ambição", declarou Singh, quem acrescentou que os EUA possuem uma alta tecnologia da qual a Índia "necessita" para se modernizar, "tanto no setor civil quanto no de defesa".

Outra expectativa indiana durante a visita de Obama era abrir caminho para o acordo de cooperação nuclear civil de 2008, que segundo o presidente está "pronto para ser implantado" e suprir as necessidades indianas de energia.

A viagem de Obama à Índia durou três dias e, em diversas ocasiões, ele ressaltou que foi a mais longa de seu mandato, além de ter elogiado muito a democracia indiana, sua aposta no desenvolvimento, seu papel no Afeganistão e na região e a "liderança" que deve assumir na Ásia.

Em seu discurso, além de ressaltar os avanços da relação bilateral desde que as tensões da Guerra Fria ficaram para trás, Obama defendeu um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU para a Índia.

Além disso, pediu ao Paquistão para que entregue os responsáveis pelo ataque a Mumbai em 2008 e sugeriu que os dois países tenham prudência e retomem o diálogo.

Obama também elogiou o pai da nação indiana, o líder Mahatma Gandhi.

Além dos acordos e dos compromissos de continuar eliminando as barreiras ao comércio bilateral, as duas delegações oficiais assinaram acordos e memorandos nos setores de energia, saúde e agricultura.

Obama, que nesta segunda-feira participa de um jantar com a presidente indiana, Pratibha Patil, segue nesta terça-feira sua viagem pela Ásia e vai para a Indonésia.

O presidente americano voltará a se reunir com Singh para a cúpula do Grupo dos Vinte (G20, formado pelos países mais ricos e os principais emergentes), na Coreia do Sul.

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