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09/06/2011 - 14h15

Brasil diz que não há consenso no Conselho de Segurança sobre Síria

Nações Unidas, 9 jun (EFE).- O ministro de Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, ressaltou nesta quinta-feira que não há consenso entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU em apoiar a proposta europeia de condenar à Síria pela violenta repressão às manifestações pacíficas de civis.

O chanceler fez a afirmação em declarações à imprensa nas Nações Unidas onde assiste a um debate da Assembleia Geral sobre a luta contra o HIV.

Os países do Conselho de Segurança europeus (França, Reino Unido, Alemanha e Portugal), com o apoio dos Estados Unidos, apresentaram um projeto de resolução aos 15 para condenar o regime do presidente da Síria, Bashar al-Assad, pela brutal repressão contra os protestos, que já matou mais de 1 mil pessoas.

Alguns membros do Conselho como China e Rússia, com direito a veto, e Brasil, que é temporário, expressaram suas reservas sobre a adoção da medida.

Os países do Conselho voltarão nesta quinta-feira a reunir-se para abordar a questão, embora a votação a respeito possa demorar vários dias.

Na atualidade, o principal órgão de segurança internacional é formado, além dos EUA, Reino Unido, França, Rússia e China (todos permanentes e com direito de veto), pelos temporários Brasil, Bósnia-Herzegovina, Gabão, Líbano, Nigéria, Colômbia, Alemanha, Índia, Portugal e África do Sul.

O chanceler brasileiro insistiu que o caso da Síria "atualmente tem um cenário muito diferente" do que motivou há pouco mais de dois meses o conselho a adotar uma resolução contra a Líbia, condenando a violência do regime de Muammar Kadafi e em defesa da população civil.

"O último que se quer ver ou fazer é contribuir para exacerbar as tensões na que já pode ser considerada a região do mundo com as maiores tensões", ressaltou o ministro.

Patriota assinalou que o Brasil está "acompanhando a situação bem de perto com outros países do Conselho de Segurança, como o Líbano, que é o país árabe no Conselho e cuja perspectiva é fundamental". Ele lembrou que sua nação se absteve na votação da resolução sobre a Líbia.

Perguntado pelas similaridades entre o caso líbio e o sírio, o chefe da diplomacia brasileira lembrou que no primeiro caso, predominou a posição a respeito da Liga Árabe e dos países árabes que "pediram a ação do Conselho".

Ele referiu-se a maneira como foi implementada a resolução contra a Líbia, que pedia o fim da violência e decretava uma zona de exclusão aérea, permitindo o uso de meios militares para proteger os civis, o que pode "estar influenciando alguns membros" sobre o caso sírio.

"Claro que no Brasil existe a preocupação pela violência na Síria. Há relatórios preocupantes sobre violência e uso arbitrário da força. Claro que isso é inaceitável", ponderou o ministro latino-americano.

Patriota destacou ainda o fato de o Governo sírio ter expressado "disponibilidade em iniciar reformas políticas, medidas como a libertação de presos políticos".

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