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09/06/2011 - 14h12

AIEA denuncia Síria ao Conselho de Segurança por suas atividades nucleares

(Acrescenta reações em Viena dos EUA e Israel).

Viena, 9 jun (EFE).- O Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) denunciou a Síria nesta quinta-feira ao Conselho de Segurança das Nações Unidas por construir em segredo um reator nuclear, bombardeado por Israel em setembro de 2007.

Segundo a resolução aprovada em Viena com os votos dos países ocidentais que são membros da Junta, liderados por Estados Unidos e União Europeia (UE), o regime sírio violou seu acordo de controles com a AIEA.

O texto recebeu 17 votos a favor, seis contra e 11 abstenções, enquanto um país membro da Junta, Mongólia, não estava presente na votação.

Rússia e China, ambos com direito de veto no Conselho de Segurança, votaram contra, da mesma forma que Azerbaijão, Venezuela, Equador e Paquistão.

Já Brasil, Argentina, Chile e Peru se abstiveram na votação, o que ajudou o bloco ocidental a adotar a resolução.

O embaixador dos Estados Unidos perante a AIEA, Glyn Davies, disse à imprensa que a resolução é um "passo adequado e necessário" para responder aos descumprimentos da Síria.

"Construir um reator nuclear secreto, apto para a produção de plutônio, sem um fim pacífico crível", é uma violação grave, disse o diplomata.

Davies destacou ainda a recusa da Síria em cooperar durante três anos com a AIEA.

Por sua vez, o embaixador israelense Ehud Azulay se mostrou satisfeito com a votação desta quinta-feira e disse em declarações à imprensa que a resolução "envia uma mensagem clara a todos os países que, caso não cooperem, a agência (nuclear) está em condições de tirar suas próprias conclusões".

O texto aprovado se baseia no mais recente relatório do organismo sobre a Síria, no qual se assegura que, de acordo com as evidências reunidas durante quase três anos, Damasco estava prestes a completar o que, com "muita probabilidade", seria um reator nuclear que teria sido construído de forma clandestina.

O documento revela que "a construção não declarada de um reator nuclear e o fato de não ter fornecido a informação sobre o desenho da instalação constitui uma violação dos artigos 41 e 42 do acordo de salvaguarda da Síria em relação com o NPT (Tratado de não-proliferação)".

Além disso, a Síria teria "descumprido suas obrigações em virtude de seu acordo de salvaguardas com o organismo no contexto do artigo XII.C do estatuto do organismo".

Por isso, a Junta decidiu informar os Estados-membros da AIEA e o Conselho de Segurança sobre os descumprimentos da Síria, um estreito aliado do Irã, outro país que enfrenta a comunidade internacional por suas atividades nucleares.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem o poder de ditar sanções contra a Síria para forçar uma maior cooperação por parte do Governo de Damasco.

A aviação de Israel bombardeou a instalação de Al Kibar em setembro de 2007, um incidente que só foi denunciado pela Síria vários dias mais tarde.

Os EUA asseguraram meses mais tarde que a Síria ia construir nesse lugar um reator nuclear com ajuda de técnicos norte-coreanos.

Os inspetores da AIEA visitaram Al Kibar em junho de 2008 durante três dias.

Antes de permitir a entrada dos inspetores, as autoridades sírias limparam completamente o local, onde asseguraram que se encontrava um complexo militar convencional.

No entanto, os inspetores detectaram urânio produzido artificialmente.

Além disso, o edifício é muito parecido com uma usina nuclear.

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