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09/06/2011 - 14h54

Humala recebe ampla oferta de cooperação do Brasil no início de sua viagem

Brasília, 9 jun (EFE).- O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, iniciou pelo Brasil sua primeira viagem desde a vitória nas urnas no domingo passado e anunciou que recebeu da presidente Dilma Rousseff uma ampla oferta de cooperação em todos os campos.

"Existem muitos pontos em comum" com a Dilma, declarou aos jornalistas o presidente eleito após uma reunião com a governante brasileira que durou pouco mais de uma hora, e na qual trataram possíveis fórmulas de cooperação de fronteira e da luta contra a pobreza.

Humala ressaltou o fato de o Brasil e o Peru compartilharem uma extensa fronteira na região amazônica, na qual também deve ser reforçada a segurança, devido à presença do narcotráfico e de outros delitos transnacionais.

"Temos de lutar juntos contra o narcotráfico e contra as ameaças à segurança", pois esses são "problemas comuns", declarou.

O presidente eleito ressaltou que, apesar da fronteira do Peru com o Brasil ser mais extensa do que com outros países vizinhos, essa é "a menos dinâmica e desenvolvida", uma realidade que acordaram esforçarem-se para reverter por meio de políticas de desenvolvimento de fronteira conjunta.

Nesse sentido, o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia, quem participou também na reunião, contou que Dilma adiantou a Humala alguns aspectos de um plano de segurança de fronteira anunciado nesta quarta-feira pelo Brasil, que propõe uma maior interação com os países vizinhos.

O plano, que vai envolver maior presença policial e militar nas divisas do Brasil, deve contar com uma maior cooperação no combate a delitos comuns de fronteiras, como o tráfico de drogas, armas e pessoas e o contrabando de todo tipo de mercadorias.

Humala destacou a cooperação que o Peru pode receber do Governo brasileiro em programas de combate à pobreza, nos quais o Brasil desenvolveu uma importante experiência.

No entanto, esclareceu que "a realidade peruana é diferente da brasileira", por isso ponderou que não seria possível simplesmente copiar os modelos.

"O Brasil é um modelo bem-sucedido, que alcançou crescimento com estabilidade macroeconômica e inclusão social", reconheceu Humala, quem assinalou que sobre essas premissas foi fundamentada boa parte da proposta que o levou à vitória nas urnas no último domingo.

García, quem atuou como porta-voz do lado brasileiro, destacou ainda a "sintonia" existente entre o presidente eleito do Peru e a governante brasileira, fato que considerou vai ajudar a reforçar os diferentes projetos de integração na América do Sul.

Ressaltou, no entanto, que nesse processo estão envolvidos todos os Governos da região, "independentemente de sua conotação política ou ideológica", pois "trata-se de propostas muito amplas" que apontam para construção "juntos de um novo mundo multipolar".

Apesar da amplitude de ideias, esclareceu que "quando existe sintonia política, como acontece com Humala, os processos costumam fluir melhor".

García reiterou que a participação de militantes do PT na campanha de Humala foi meramente pessoal e não em nome do partido e muito menos do Governo brasileiro.

Humala foi eleito pelos peruanos, e a relação de amizade existente entre ele e alguns membros do atual Governo brasileiro não teve nenhuma incidência no processo eleitoral, afirmou.

Após o encontro, fontes oficiais brasileiras disseram que Dilma se comprometeu com Humala a comparecer a sua posse, em 28 de julho, e que também o convidou para retornar ao Brasil em visita oficial ainda este ano, desta vez na condição de chefe de Estado.

Após a conversa com Dilma, Humalla havia previsto reunir-se com a equipe diplomática peruana em Brasília e viajar a cidade de São Paulo, para nesta sexta-feira reunir-se com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após a escala em São Paulo, Humala seguirá seu roteiro pelo Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile, onde será recebido pelos respectivos chefes de Estado.

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