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13/06/2011 - 18h12

Itália castiga Berlusconi ao negar-lhe imunidade e rejeitar energia nuclear

Roma, 13 jun (EFE). O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, sofreu nesta segunda-feira um novo revés político nas urnas, com os italianos votando em referendo contra a volta ao uso de energia nuclear no país e a favor da derrubada de um de seus "escudos judiciais", a chamada lei do "legítimo impedimento".

O primeiro golpe para o político conservador veio com os dados de participação nas consultas, realizadas entre ontem e hoje, que foi de 57%, superior à exigência por lei de 50% para que fossem vinculativos. O segundo foi a arrasadora vitória do sim à anulação das leis submetidas a consulta, já que mais de 95% dos eleitores se expressaram afirmativamente, segundo os dados divulgados pelo Ministério do Interior com mais da metade dos votos apurados.

Após conhecer os resultados adversos, Berlusconi, que já tinha antecipado a derrota antes do fechamento dos colégios eleitorais durante seu encontro com o governante israelense, Benjamin Netanyahu, ressaltou que a vontade dos cidadãos "não pode ser ignorada".

O chefe do Executivo acrescentou que a vontade dos eleitores nos temas consultados é "clara", e que o Governo e o Parlamento terão que "aceitar plenamente" o resultado das consultas.

Já a oposição interpretou o plebiscito como o "divórcio" entre o Governo e o país, como disse o líder do Partido Democrata (PD), Pierluigi Bersani, que exigiu a demissão de "Il Cavaliere".

Um distanciamento do qual a centro-esquerda já havia advertido há duas semanas, quando nas eleições municipais o partido de Berlusconi, o Povo da Liberdade (PDL), sofreu uma dura derrota e perdeu a Prefeitura de Milão, um de seus redutos tradicionais e onde governava há 20 anos.

Bersani se referiu neste sentido à Liga Norte, parceira de Berlusconi, para que "reflita" se deseja continuar apoiando o governo. A legenda, que já acusou o PDL de lhe fazer perder votos nas eleições municipais, voltou hoje a culpar Berlusconi pelos resultados adversos.

A crise entre os dois parceiros governamentais parece cada vez mais profunda, devido também a desacordos no Executivo sobre o sistema fiscal, e são cada vez mais fortes as vozes deste partido que pedem uma mudança de rumo.

Uma advertência que cobra especial importância perante a iminência do novo teste parlamentar ao qual se submeterá o Governo de Silvio Berlusconi no próximo dia 22 de junho na Câmara dos Deputados para comprovar os apoios com os quais conta.

Além do "legítimo impedimento" e da volta à energia nuclear, os italianos também rejeitaram em referendo uma lei que previa a privatização do sistema de abastecimento de água.

Mais de 50 milhões de italianos foram às urnas, incluindo 3.299.905 residentes no fora do país, cujos votos ainda não foram contabilizados, embora a validade da consulta esteja garantida com a participação registrada na Itália.

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