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13/06/2011 - 18h46

Hillary encurta viagem à África devido a erupção de vulcão na Eritréia

Washington, 13 jun (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se viu obrigada nesta segunda-feira a encerrar antecipadamente sua visita à África devido à erupção de um vulcão na Eritréia, país vizinho à última escala de sua viagem, a Etiópia.

A nuvem de cinza vulcânica segue em direção à capital etíope, Adis-Abeba, onde Hillary chegou nesta segunda-feira com intenção de ficar até terça, informou o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner, em entrevista coletiva.

"Infelizmente, a aconselharam a retornar antes devido à nuvem de cinza", afirmou Toner. "Mas a delegação diplomática não foi prejudicada, e ela se comprometeu voltar depois para concluir a agenda", acrescentou.

O porta-voz ressaltou que Hillary já cumpriu com os compromissos - a visita à sede da União Africana (UA) e a reunião com autoridades etíopes e com representantes do Sudão - e que os atos cancelados estavam relacionados com iniciativas humanitárias.

A viagem que Hillary iniciou na sexta-feira a levou a Zâmbia e Tanzânia com o objetivo de reforçar os laços comerciais dos Estados Unidos com a África e de intensificar o diálogo a respeito dos países mais instáveis do Oriente Médio, como Líbia e Síria.

Em seu discurso desta segunda na sede da UA, Hillary pediu aos países africanos que apoiem a iniciativa do Ocidente para expulsar o líder líbio, Muammar Kadafi, já que a intenção dele de se manter no poder por décadas "já não é aceitável".

"Muitas pessoas na África vivem sob Governos dirigidos pelo mesmo líder há muito tempo, são dirigentes que se preocupam demais com a resistência de seus mandatos", disse a americana, que ressaltou que as palavras e as ações da UA podem "fazer diferença" no futuro da Líbia.

Em Zâmbia, Hillary discursou no último dia da conferência sobre a Lei do Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA) e pediu aos líderes africanos que acelerem a luta contra a corrupção e que se responsabilizem mais por sua gestão a fim de gerar oportunidades comerciais em seus países.

A passagem de Hillary pela Tanzânia teve um tom mais humanitário, e ela aproveitou o encontro com o primeiro-ministro Mizengo Pinda para anunciar que Washington aumentará em quatro vezes, até chegar a US$ 7 milhões ao ano, a ajuda contra a desnutrição infantil no país.

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