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14/06/2011 - 13h39

Direita francesa fecha via parlamentar ao casamento gay

Paris, 14 jun (EFE).- A maioria conservadora da Assembleia Nacional francesa rejeitou nesta terça-feira a proposta de lei apresentada pela oposição socialista para legalizar o casamento gay no país.

Os apoiadores da união civil entre iguais somaram 222 votos, os de todos os deputados de esquerda e alguns da direita, insuficientes frente aos 293 votos conservadores que fecharam a porta aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

A votação ocorreu quatro dias após os deputados debaterem pela primeira vez o casamento homossexual, depois que um legislador socialista apresentasse uma proposição de lei para legalizá-lo.

Embora a lei não tenha avançado, a repercussão dos debates indica que o tema vai ser um dos debatidos durante a campanha das eleições presidenciais do próximo ano.

O parlamentar Patrick Bloche foi um dos incentivadores da iniciativa, quem defendeu como uma forma de "lutar contra as discriminações".

"Estamos falando em agregar um novo direito, não de reduzir os direitos dos casais heterossexuais", afirmou Bloche.

Frente a essas demandas, a maioria conservadora e o Governo afirmaram que não é possível abrir a "instituição" do casamento nem "alterar sua imagem no inconsciente coletivo", indicou o deputado da União por um Movimento Popular (UMP) Michel Diefenbacher.

Termos similares aos que havia expressado o ministro da Justiça, Michel Mercier, para mostrar a oposição do Governo à lei.

Mas o debate deixou claro que há um grupo de parlamentares conservadores favoráveis ao casamento gay liderado por Franck Riester, quem multiplicou suas aparições nos meios de comunicação em defesa deste tipo de uniões.

Já o ex-número dois do Governo Jean-Louis Borloo garantiu que a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo "pode ajudar a acabar com uma discriminação que é a primeira causa de suicídios entre os jovens franceses".

O debate deixou perceptíveis as posturas radicais contra este tipo de uniões, como a mostrada pela presidente do ultradireitista Frente Nacional, Marine Le Pen, que comparou a legalização do casamento gay com a poligamia.

A deputada da UMP Brigitte Barèges chegou a comparar as uniões de iguais as de animais, o que gerou uma onda de críticas até mesmo de seus correligionários.

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