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14/06/2011 - 14h56

Sarney diz que divulgar documentos históricos alteraria relação com vizinhos

Brasília, 14 jun (EFE).- O presidente do Congresso e ex-chefe presidente José Sarney (PMDB-PA) reiterou nesta terça-feira que o levantamento do sigilo de documentos históricos sobre a negociação das fronteiras brasileiras pode "abrir feridas" nas relações com alguns países vizinhos.

"Se divulgamos a coleção histórica do Itamaraty e os documentos sobre a construção das fronteiras do Brasil, vamos abrir feridas com nossos vizinhos", afirmou Sarney.

"Acho que não podemos fazer um Wikileaks com a história do Brasil com a construção de nossas fronteiras", complementou, referindo-se ao site especializado no vazamento de documentos secretos diplomáticos.

Sarney, que já havia feito menção na segunda-feira à possibilidade de que a divulgação de documentos secretos pudesse deixar "feridas abertas", esclareceu nesta terça-feira que referia-se especificamente aos documentos históricos sobre a negociação das fronteiras e não aos referentes à ditadura militar, que imperou no Brasil entre 1964 e 1985.

As declarações do ex-presidente foram criticadas por defensores dos direitos humanos que exigem a abertura dos arquivos da ditadura.

O presidente do Congresso disse ter sido mal interpretado e defendeu o fim do sigilo não apenas aos documentos do regime militar, mas de todos os referentes aos últimos Governos.

Atualmente, está tramitando no Senado um projeto de lei que permite o acesso da população e de historiadores a documentos considerados segredo de Estado e reduz o prazo em que rege o sigilo destes papéis.

O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e limita a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo máximo do sigilo (25 anos), com o que documentos classificados como muito secretos podem perder essa condição aos 50 anos.

O Governo, que inicialmente defendia o levantamento do sigilo de todos os documentos, atualmente é partidário que o sigilo de alguns possa ser renovado indefinidamente, posição que é compartilhada por Sarney e também o ex-presidente brasileiro e atual senador Fernando Collor (PTB-AL).

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