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Rio de Janeiro
24/09/2004 - 13h21
Na luta pelo 2º turno, candidatos aumentam críticas contra Cesar

Da Redação

A dez dias das eleições, os candidatos de oposição à Prefeitura do Rio voltaram suas forças contra o prefeito Cesar Maia (PFL) no horário eleitoral do rádio nesta sexta-feira (24) na luta pelo segundo turno.

Marcelo Crivella (PL), que na maiorida das vezes não falava no programa, mudou a estratégia. Usou todo o tempo para atacar a política econômica de Fernando Henrique e Lula e o prefeito Cesar Maia.

"Cesar foi cúmplice aberto de Fernando Henrique e cúmplice camuflado de Palocci e Meirelles. A disputa no Rio se trava entre a velha política e a nova política, entre o egoísmo e a compaixão com o mais fraco."

Crivella disse também discordar da "campanha de auto-estima" proposta pelo presidente Lula. "Como podemos ter auto-estima com uma crise social como essa?"

Jandira Feghali (PC do B) lembrou a tradição carioca da "virada de última hora". A candidata afirmou que não faz campanha com militância paga e prometeu atendimento digno nos hospitais e enfrentar, caso seja eleita, os empresários de ônibus.

Jorge Bittar (PT) disse que reeleger Cesar Maia é dar "um cheque em branco" para o pefelista. Bittar afirmou que a gestão Cesar Maia tem apenas 13 fiscais de linhas de ônibus. O candidato prometeu ainda "fazer funcionar" o projeto Saúde da Família, implementar o Cartão SUS e implementar a marcação de consultas por telefone.

Já o ex-prefeito Luiz paulo Conde (PMDB) disse que o prefeito foge dos debates e chamou-o de "conservador". Conde disse que Cesar não quer discutir a cidade porque, senão, terá que explicar o que o levou a "colocar um banqueiro" na secretaria muncicipal da saúde. O peemedebista reclamou também da ambigüidade do prefeito que "num dia mete pau no presidente e no outro dia fala bem do presidente".

"Cesar menospreza a inteligência das pessoas. O povo não é bobo." Conde exibu, mais uma vez, declaração de apoio da governadora, Rosinha Matheus e do senador Sérgio Cabral Filho. "O povo do Rio não quer um prefeito que não tem diálogo com a governadora. Conde vai estar no segundo turno", disse Rosinha.

André Corrêa (PPS) exortou o prefeito Cesar Maia para um debate público sobre a segurança pública. "Prefeito, chega de lavar as mãos. Vem pro debate."

O prefeito, no entanto, segue sem revidar. No programa desta sexta falou dos programas Favela-Bairro - ele promete ampliá-lo- e do hospital de Acari, a ser inaugurado em dezembro. Cesar falou ainda do sucesso do novo centro nordestino, que recebe, segundo ele, 7 milhões de pessoas por ano, mais do que o Cristo Redentor e o Pão-de-Açúcar. "Meu pai é da Paraíba, eu tenho sangue nordestino na minha veia."

Nilo Batista (PDT) evocou, de novo, a figura de Leonel Brizola. "Eu peço a todos os cariocas que recordem o governador Leonel Brizola, de como ele cumpriu todas as suas promessas e como foi absolutamente fiel ao povo do Rio de Janeiro".

Lenine Madeira (Prona) disse que a violência na cidade pode ser limitada e prometeu politicas contra a violência juvenil.








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