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Rio de Janeiro
20/09/2004 - 14h00
"Aqui não se aplica a reforma da previdência", diz Cesar

Da Redação

O prefeito Cesar Maia (PFL) falou nesta segunda-feira no programa eleitoral do rádio sobre educação e sobre a Reforma da Previdência. Luiz Paulo Conde (PMDB) e Jorge Bittar (PT) seguiram com críticas ao prefeito. O petista e Jandira Feghali (PC do B) fizeram pregações contra o "voto útil" no primeiro turno.

Cesar Maia dedicou o programa de hoje aos funcionários públicos e lembrou que os servidores municipais não são taxados, conforme obriga reforma previdenciária aprovada pelo Congresso Nacional. "A taxação não acontece na nossa cidade. Aqui não se aplica a reforma previdenciária." O prefeito falou sobre educação: prometeu pôr todas as crianças na pré-escola, fazer o programa Ônibus da Liberdade chegar a 200 colégios, atendendo a 150 mil estudantes, e construir mais 100 escolas-padrão. O programa exibiu ainda mensagem de apoio do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB).

Conde falou sobre as crianças: disse que pôs 50 mil crianças até 4 anos em creches quando foi prefeito (1997-2000) e que vai retomar o projeto "que o atual prefeito deixou de lado". O vice-governador repetiu a promessa da Escola Nota Dez, na qual todas as crianças até 10 anos vão estudar em tempo integral, com direito a jantar. "Não quero criança na escola do crime."

O candidato Marcelo Crivella (PL) não falou no programa de hoje, que foi tomado por jingles.

A candidata Jandira Feghali (PC do B) reprisou o programa de sexta-feira em que mostrou declaração de apoio do cantor Tony Garrido e pediu votos para chegar ao segundo turno.

Jorge Bittar (PT) disse que a gestão de Cesar Maia é "típica do PFL" com "alguma preocupação com obras e pouca com o social". "Não pdoemos dar essa eleição de mão beijada pro Cesar Maia". Ele disse ainda que "as candidaturas de Conde de Crivella são de direita e não representam uma mudança real" e pediu votos para chegar ao segundo turno. Bittar afirmou mais de duas vezes ao longo do programa que sua candidatura é de "esquerda" e a do atual prefeito é de "direita".

O candidato André Corrêa segue com o discurso da segurança pública - que, segundo ele, é também responsabilidade da prefeitura - e exortou o prefeito Cesar Maia a discutir o assunto. "A prefeitura não pode fugir do assunto", afirmou a deputada federal Denise Frossard (PSDB).

Nilo Batista (PDT) evocou mais uma vez a figura de Leonel Brizola (ex-presidente do partido que morreu em junho). "Brizola lutou a vida toda contra essa manipulação do processo eleitoral; os grandes meios de comunicação elegem os que têm afinidades políticas com seus controladores."

O candidato Otacílio Ramalho (PSTU) reprisou programa em que pede o não-pagamento da dívida do município e o rompimento com o Fundo Monetário Internacional.

Lenine Madeira (Prona) disse que, se eleito, vai rever todas as concessões de transporte e apreender todos os veículos irregulares porque não tem "compromisso com empresários e banqueiros".






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