UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

RJ/Campos - Eleito
Pedetista vence 2º turno e impõe derrota a Garotinho
Prefeito: Carlos Alberto Campista (PDT)
Vice: Toninho Viana (PDT)
Coligação: A Força do Coração (PDT, PSL, PCB, PRP, PRONA e PT do B)
Gasto máximo previsto: R$ 500 mil
Votos: 68.210 (1º turno) e 131.363 (2º turno)
Site oficial: não tem
O candidato Carlos Alberto Campista (PDT) foi eleito neste domingo (31) prefeito de Campos. Ele venceu o segundo turno com 54,58% dos votos válidos, ficando à frente de Geraldo Pudim (PMDB), que recebeu 45,42% (veja resultado da apuração dos votos).

A vitória de Campista significa a primeira derrota do casal Garotinho (PMDB) na cidade natal deles, desde que Anthony Garotinho foi eleito prefeito em 1988. Ele e sua mulher, a governadora Rosinha, entraram com tudo na eleição, tanto que ela transferiu a sede do governo da cidade do Rio de Janeiro para Campos poucos dias antes da eleição. Campos teve um dos processos eleitorais mais tumultuados no país, mesmo com a presença de tropas federais (500 homens do Exército) na cidade, para garantir a segurança do pleito.

No domingo da eleição, duas emissoras de rádio e uma emissora de TV a cabo foram tiradas do ar pela Justiça Eleitoral por terem feito propaganda ilegal para Campista e Pudim. Houve também denúncias de compra de votos e boca-de-urna, ao longo do dia. Sem contar a intercepção, pela polícia, de três ônibus que estariam transportando eleitores ilegalmente.

Ainda no dia da eleição, três pessoas - entre elas uma menor de 16 anos - foram detidas por suspeita de fraude eleitoral, quando tentavam votar com títulos de outros eleitores.

Na véspera da eleição, na madrugada de sábado (30), R$ 318 mil em cédulas foram apreendidos na sede municipal do PMDB. A Justiça suspeita de compra de votos.

E na semana anterior ao pleito, o atual prefeito, Arnaldo Vianna (PDT), ex-aliado do casal Garotinho, foi afastado do cargo (dia 25) por determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em seu lugar assumiu o vice-prefeito e candidato do PMDB, Geraldo Pudim, com quem Vianna está rompido há dois anos. Vinte horas depois, uma liminar concedida pelo ministro Nelson Jobim, do Supremo Tribuna Federal (STF), determinou a volta de Vianna ao cargo.

Outros problemas apareceram ao longo da campanha, marcada por denúncias de uso da máquina administrativa pelo governo do Estado e pela prefeitura. Entre o primeiro e o segundo turnos, a Justiça Eleitoral proibiu o cadastramento e a entrega de benefícios dos programas sociais estaduais e municipais até a votação.

As irregularidades podem causar uma reviravolta no quadro eleitoral. As mais de 10 denúncias de abuso eleitoral pode resultar desde multas e até impugnação dos ex-candidatos Pudim e Campista, o que levará o Tribunal Regional Eleitoral a determinar a convocação de nova eleição. No caso de apenas um dos registros ser cassado, o outro será declarado vitorioso.

Enquanto a Justiça não decide pela prodecência ou não dos abusos, Carlos Alberto Tavares Campista segue como prefeito eleito. Ele nasceu em 6 de abril de 1946 em Campos (RJ). É casado com Elizabeth Campista.

Campista considera-se "pedetista histórico" e "porta-voz das bandeiras do trabalhismo, do legado de Vargas, Jango e Brizola".

Advogado, prestou serviços a diversos sindicatos e já presidiu a seção de Campos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Na política, já foi vereador e presidiu a Câmara Municipal de Campos. Foi também deputado federal.