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17/04/2008 - 14h18
Eleições no Paraguai: Lino Oviedo, o ex-general que se diz perseguido político

Da Redação
Em São Paulo

Lino Cesar Oviedo, do Partido União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), está empatado com Blanca Ovelar em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. O ex-general tem 64 anos e foi comandante do Exército do Paraguai e esteve à frente do golpe que depôs o governo do general Alfredo Stroessner em 1989, depois de 35 anos de ditadura. Liderou a União Nacional de Colorados Éticos (Unace), movimento interno do Partido Colorado.

O HOMEM DE MÃO FORTE
Reuters
 
Nome Lino César Oviedo Silva
Nascimento: 23 de setembro de 1943
Local: Juan de Mena
Posição nas pesquisas: 2º lugar
Partido: União Nacional de Cidadãos Éticos
Oviedo foi preso duas vezes e chegou a ser condenado a 10 anos de prisão pelo Tribunal Militar Extraordinário. Na primeira vez, em 1996, foi acusado de insurreição contra o então presidente, Juan Carlos Wasmosy. No ano seguinte, depois de nomeado candidato à Presidência pelo Partido Colorado, foi detido novamente e ficou 30 dias na cadeia, até ser libertado por ordem do novo presidente, Raúl Cubas, que era vice na sua chapa.

Lino Oviedo se apresenta ao eleitorado como um perseguido político e "um homem de mão forte", ativo e firme em suas ações, o que agrada a boa parte do eleitorado do país. Por outro lado, parcela importante da população associa o seu nome a alguns setores golpistas, responsáveis por assassinatos.

Entre as propostas apresentadas pelo candidato da Unace no site oficial na Internet, está a construção de uma estrada que integrará Paraguai, Brasil, Chile e Argentina, abrindo um importante acesso do seu país ao Oceano Pacífico e possibilitando, assim, o crescimento regional com o desenvolvimento de núcleos urbanos. Oviedo também promete construir o Centro de Exposição Permanente do Mercosul e um complexo turístico na Tríplice Fronteira com a Argentina e o Brasil.